–:–:–
Conecte-se conosco

Demanda Sustenta Preços de Soja e Milho, Mas Riscos Persistem

Os preços da soja e do milho permanecem sustentados pela demanda robusta, mas a volatilidade no mercado continua alta devido a incertezas relacionadas à produtividade nos EUA, condições climáticas no Brasil e tensões geopolíticas, conforme um recente relatório da Hedgepoint…

9 visualizações
Demanda sustenta soja e milho, mas volatilidade segue elevada, diz Hedgepoint

Os preços da soja e do milho permanecem sustentados pela demanda robusta, mas a volatilidade no mercado continua alta devido a incertezas relacionadas à produtividade nos EUA, condições climáticas no Brasil e tensões geopolíticas, conforme um recente relatório da Hedgepoint Global Markets.

Fatores que Influenciam os Preços

Entre os principais fatores de influência estão as relações comerciais entre Estados Unidos e China, conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, além das oscilações nos preços do petróleo e nas taxas de câmbio, sem contar o impacto do fenômeno El Niño. Luiz Fernando G. Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, ressalta que, apesar de condições que sustentam os preços, o mercado enfrenta riscos significativos ao entrar no segundo semestre.

Projeções para a Soja Brasileira

A Hedgepoint estima que a safra de soja do Brasil alcance 181,7 milhões de toneladas na temporada 2026/27, mantendo-se estável em relação ao ciclo anterior. Essa previsão leva em conta um aumento de apenas 0,9% na área plantada, bem abaixo do crescimento de quase 3% indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O cenário de preços em queda, combinado com custos elevados e fertilizantes caro, tem afetado a rentabilidade dos produtores, limitando expansões mais agressivas em áreas plantadas e em investimentos em tecnologia.

Expectativas para Exportações e Clima

As projeções para as exportações de soja brasileira indicam um volume de 114 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 108 milhões de toneladas. Embora a previsão não leve em consideração possíveis efeitos adversos do El Niño, a Hedgepoint acredita que as condições climáticas para o plantio em setembro e outubro são favoráveis, embora haja uma expectativa de chuvas escassas no Centro-Norte e um aumento da umidade no Sul a partir de novembro.

Produção e Consumo de Milho

No que diz respeito ao milho, a produção brasileira para a safra 2025/26 é projetada em 140,3 milhões de toneladas. O consumo interno, especialmente para a produção de etanol, deve aumentar em cerca de 5,5 milhões de toneladas, totalizando aproximadamente 29 milhões de toneladas com o E32. As exportações também devem se manter estáveis em 41 milhões de toneladas.

Concorrência Internacional e Alterações no Mercado

A Hedgepoint ainda destaca as discrepâncias nas estimativas de safras entre os Estados Unidos e a Argentina. Enquanto o USDA prevê uma produção de milho argentino de 63 milhões de toneladas, estimativas locais apontam para cerca de 70 milhões. As exportações da Argentina podem saltar de 29 milhões para 45 milhões de toneladas, ultrapassando assim as do Brasil. Na União Europeia, a produção de milho caiu de aproximadamente 57 milhões para 50 milhões de toneladas devido a ondas de calor, o que eleva a necessidade de importação.

Diante desse cenário, a combinação de uma demanda firme e incertezas climáticas, juntamente com a crescente concorrência internacional, molda o futuro das commodities agrícolas no Brasil. As projeções indicam que, apesar dos desafios, o país deve manter altos volumes de produção e exportação, com atenção redobrada às condições climáticas e ao consumo interno de milho para etanol.

Mais em Produtores e Negócios

Ver tudo →