06/05/2026

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Como 250 Produtores Italianos Transformaram Valpolicella em Marca Global de Vinhos

Divulgação

Giampaolo Brunelli, presidente da Cantina Valpolicella Negrar.

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A Cantina Valpolicella Negrar reúne quase 250 produtores rurais cooperados em um projeto compartilhado: inovação, qualidade e sustentabilidade a serviço do território.

Há mais de 90 anos, a Cantina Valpolicella Negrar incorpora a tradição vitivinícola da Valpolicella clássica e de seu vinho principal, o Amarone. Um caminho que desde 1933 envolve os produtores associados e que há gerações cuidam de 700 hectares de vinhedos distribuídos nas colinas da região.

A Valpolicella é uma zona cheia de colinas famosa pelo vinho homônimo e que precede o início dos Pré-Alpes Vênetos na Província de Verona, região italiana do Vêneto, na Itália.

“O ponto forte de uma cooperativa vinícola reside em sua capacidade de entrelaçar as vozes de cada vinhedo em um relato coral que agrega valor ao território”, diz o presidente, Giampaolo Brunelli.

“Na Cantina Valpolicella Negrar, a sinergia entre os associados, com suas famílias, provenientes de mais de 500 parcelas e unidos por um projeto, permitiu explorar cada nuance dos solos, das exposições e dos microclimas. Trabalhando lado a lado, os viticultores compartilham tecnologias de vanguarda, como o sistema de passificação controlada, e participam de percursos formativos que elevam a qualidade na vinha e na cantina.”

A estrutura

Valpolicella

ArtMassa/Gettyimages

Grande campo verde localizado no coração de Valpolicella, com uma vinha dedicada à produção de vinhos.

Tudo isso é possível graças à estrutura cooperativa, que permite que mesmo os pequenos produtores acessem ferramentas inovadoras e competências especializadas, dificilmente sustentáveis a nível individual.

Neste contexto, cada associado não é um simples fornecedor, mas se torna parte de um projeto comum, que se traduz em uma narrativa autêntica que conquista consumidores e mercados internacionais. A evolução do processo produtivo e da coordenação dos associados viu uma virada nas últimas décadas, embora os valores fundamentais permaneçam inalterados.

Antigamente se olhava sobretudo para as quantidades de uvas entregues; hoje, o desafio é maximizar a qualidade de cada cacho, através de microvinificações que permitem estudar o impacto da altitude, exposição e terrenos diferentes.

“A tecnologia entrou de forma preponderante no sistema produtivo, tornando smart os fruttai de passificação e precisas as extrações na vinificação, mas a paixão pela vinha herança de tradições camponesas e o espírito de comunidade permanecem o motor de cada vindima.”

Sustentabilidade

Para uma entidade desse tipo, abraçar a sustentabilidade é fundamental no pacto de responsabilidade que liga a Cantina Valpolicella Negrar ao território e às gerações futuras. O vinhedo, certificado orgânico ou Sqnpi, não é um projeto entre outros, mas ocupa uma superfície muito ampla de toda a denominação.

“A nível de novos investimentos, estamos instalando uma moderna estação de tratamento que transforma cada gota de água de processamento em uma oportunidade para preservar os lençóis freáticos,” explica a vice-presidente, Alessia Ceschi.

“Ao mesmo tempo, a busca por garrafas cada vez mais leves não é apenas um exercício estético, mas um compromisso concreto para reduzir a pegada de carbono e os custos de transporte. Finalmente, graças a protocolos compartilhados com as administrações locais e as comunidades, os tratamentos na vinha são realizados através de uma ética de respeito pelo bem-estar público, e cada fase do processo da terra à garrafa é contada com a máxima transparência, cultivando uma relação de confiança com quem escolhe nossos vinhos.”

Domìni Veneti

A força da alma cooperativa da Cantina Valpolicella Negrar é bem representada por Domìni Veneti, projeto nascido em 1989 para recolher e restituir a essência mais pura e nobre da denominação. O nome tem raízes na herança veneziana, evocando os domínios da Sereníssima e o papel central que a Valpolicella desempenhava nos séculos passados.

Uma herança que hoje se renova através da seleção dos cru mais vocacionados, o cuidado minucioso com os detalhes e uma visão vitícola e enológica integrada e de longo prazo.

“A ideia de dar vida a Domìni Veneti nasceu no final dos anos Oitenta, quando o escândalo do metanol minou a credibilidade do vinho italiano,” diz Brunelli.

“Apesar da presença de cru de extraordinário valor, o nome da Valpolicella tinha dificuldade em ser reconhecido como um produto de alta gama. Para reverter a tendência, decidiu-se empreender um estudo rigoroso, inclusive por meio de colaborações externas de prestígio, para introduzir seleções manuais rigorosas e guiar pequenas vinificações experimentais. Mapeando cada colina e cada exposição, identificou-se a vocação de cada parcela; em poucos anos, aquele laboratório de pesquisa transformou-se em uma marca capaz de contar a pluralidade dos terroirs venetos e elevar a percepção do território a nível mundial. Domìni Veneti nasceu assim, do casamento entre método científico, competição positiva e paixão cooperativa, tornando-se um exemplo de como uma crise pode se tornar o gatilho de um renascimento.”

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