05/05/2026

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Alta de custos e perdas de até 30% na safra desafiam produtores de soja em Mato Grosso

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O cenário para a produção de soja em Mato Grosso segue desafiador visto a alta do diesel, preços elevados de fertilizantes e perdas no campo que atingiram até 30% em algumas propriedades devido ao excesso de chuvas. Diante da forte queda de rentabilidade, os agricultores já começam a revisar o planejamento financeiro, reduzir investimentos e adotar medidas rigorosas de contenção de custos para o próximo ciclo.

Com a soja já colhida e armazenada nos silos, o produtor Thiago Strapasson acompanha o fechamento de mais um ciclo em sua propriedade de 1.440 hectares. O rendimento final ficou nove sacas por hectare abaixo da média de anos anteriores em função de problemas fitossanitários e do clima adverso. Agora, as atenções se voltam para o milho, cuja colheita se aproxima,mas ainda depende do comportamento do tempo.

“Contava certo de produzir uma safra semelhante ou melhor, e acaba produzindo menos é uma frustração grande”, afirma Strapasson. Já em Boa Esperança do Norte, o agricultor Arnaldo Alfredo Hartmann também registrou perdas severas, estimadas entre 25% e 30% por conta do excesso de umidade do meio da colheita em diante. “O investimento foi altíssimo para produzir umas 80 sacas, que a gente colhia nos outros anos nos mesmos talhões”, relata ao Canal Rural Mato Grosso.

Estratégias para conter os gastos

Com a margem de lucro apertada, a estratégia no campo passa a ser o controle rígido do consumo de combustível e a otimização dos insumos. O presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, explica que o produtor rural precisará utilizar as reservas do solo e evitar práticas anuais como a calagem e a descompactação em áreas onde a intervenção não for estritamente necessária.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

“O produtor vai procurar meios de se precaver e não gastar o diesel e não aumentar o seu custo que já está apertadíssimo. Vai ser o ano em que a gente vai usar essa reserva, fracionar o seu adubo”, diz Zen. Ele reforça que a meta é manter o custo fixado entre 10 e 11 sacas por hectare, recalculando a quantidade de defensivos químicos aplicados na terra para evitar o endividamento.

Cautela e demanda por crédito

O próximo ciclo deve registrar um aumento de cerca de 15% nos custos de produção, ao mesmo tempo em que os preços de venda da soja e do milho apresentam retração. De acordo com Diego Bertuol, diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), tanto os produtores quanto as revendas estão agindo com cautela antes de fechar novos negócios para as culturas que serão plantadas no final do ano.

“É um ano do produtor repensar, ver onde ele consegue tirar um pouco e passar por essa turbulência”, analisa Bertuol, pontuando que a entidade busca junto ao governo a renegociação de dívidas anteriores. Para o presidente do Sicredi Celeiro MT/RR, Laércio Pedro Lenz, o momento exige linhas de crédito com juros controlados e subsídios federais. “É o momento de o governo federal tentar salvar a agricultura que é a galinha dos ovos de ouro do Brasil”.


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