21/04/2026

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TIM Faz Contas e Para Fechar 2025 com 26 Milhões de Hectares Conectados no Campo, Diz Diretor

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Alexandre Dal Forno, diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT e 5G da TIM

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O ano de 2025 se aproxima do fim, e a TIM deve encerrar o período com 26 milhões de hectares conectados em áreas rurais brasileiras. A projeção é de Alexandre Dal Forno, diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT e 5G da operadora, à frente do projeto “4G TIM no Campo” desde 2018. O programa é o principal eixo da estratégia da empresa para ampliar o acesso à internet em regiões agrícolas, hoje ainda com lacunas significativas de cobertura.

“Chegamos até este momento com 23,3 milhões de hectares abertos. A nossa meta é 26 milhões e achamos que vamos chegar lá ainda neste ano”, afirmou Dal Forno. Segundo o executivo, o resultado é reflexo de um modelo de negócio que prevê cobertura sob demanda, feito em parceria com produtores e empresas do agronegócio. “A gente pega o cliente, entende a área produtiva que precisa cobrir e faz um projeto dedicado para aquela região”, diz ele.

Criado para atender à expansão do 4G, o programa se apoia na faixa de 700 MHz, considerada por Dal Forno como “a frequência do agro”. Essa banda permite maior alcance de sinal e melhor penetração em áreas de relevo acidentado, o que reduz a necessidade de infraestrutura adicional. Hoje, o 4G cobre mais de 99% dos casos de uso no campo, e o 5G, segundo ele, será incorporado de forma gradual, acompanhando o aumento do número de dispositivos conectados.

O programa “4G TIM no Campo” foi estruturado em um momento em que apenas 15% do território rural brasileiro tinha acesso à rede móvel. Desde então, o avanço da cobertura se tornou estratégico para o setor, em especial nas regiões Centro-Oeste, Sul e Matopiba. A TIM atua em parceria com Embrapa, fabricantes de máquinas e cooperativas, em projetos-piloto que testam soluções de Internet das Coisas (IoT), telemetria e monitoramento de solo e clima.

Mas o desafio da conectividade rural tem sido permanente porque o campo brasileiro enfrenta uma transformação desigual. Entre 2024 e 2025, a cobertura de redes móveis 4G ou 5G nas áreas agrícolas saltou de 18,7% para 33,9%, segundo o Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO. A proporção de imóveis rurais com cobertura total em suas áreas agricultáveis cresceu de 37,4% para 48,1%, liderada pelas regiões Sul e Sudeste. Já o número de fazendas com acesso à internet avançou de 78,1% em 2022 para 81,0% em 2023, conforme o IBGE.

Apesar dos avanços, o índice médio de conectividade rural por município teve evolução tímida, passando de 0,455 para 0,493 em escala nacional. Os desafios são estruturais: mais de 70% das áreas rurais carecem de acesso à internet, segundo o Ministério da Agricultura.

Os custos elevados de implantação de infraestrutura tornam a conectividade rural pouco atrativa para as operadoras privadas. Com baixa densidade populacional, o volume de potenciais clientes não compensa economicamente os investimentos necessários. Essa exclusão digital impede que pequenos e médios produtores adotem tecnologias como IoT, agricultura de precisão e plataformas de gestão remota. A TIM vem dando suas respostas aos dois entraves.

A primeira resposta está nos projetos da operadora, que são desenvolvidos com o conceito de cobertura como serviço. Em vez de instalar antenas de forma autônoma, a TIM avalia a demanda, define a área produtiva e compartilha o investimento com o parceiro. O custo do equipamento caiu de forma expressiva nos últimos anos. “A antena hoje está abaixo de um quarto de saca de soja. Mas já custou meia saca”, disse Dal Forno, ao comparar a relação entre tecnologia e produtividade agrícola.

A segunda resposta está na expansão da cobertura ao longo das rodovias, também com impacto direto sobre pequenos e médios produtores rurais. Dal Forno explica que, ao ativar a rede em estradas estratégicas, a TIM alcança uma faixa de cerca de um quilômetro e meio para dentro da área rural em cada lado da pista, o que inclui milhares de propriedades familiares.

“A grande maioria é agro. Muitas propriedades pequenas e médias que ficam nas beiras das rodovias se beneficiam dessa tecnologia”, afirma. Segundo ele, a operadora já conecta mais de 350 mil pequenos e médios proprietários, muitos deles usando o WhatsApp como porta de entrada para a digitalização de processos de compra, venda e negociação. “Isso é a ponta do iceberg, mas é o início.”

Da cidade para o campo

Não por acaso, a TIM anunciou na quinta-feira (27) a compra da V8 Consulting, conhecida como V8.Tech, por R$ 140 milhões. Fundada há mais de uma década, a V8.Tech atua em integração de soluções digitais, computação em nuvem e serviços gerenciados. Tornou-se parceira de grandes provedores de tecnologia, entre eles a Microsoft, com quem desenvolve projetos de migração de dados e automação de processos.

A aquisição faz parte de uma estratégia mais ampla da TIM para disputar o mercado B2B (business-to-business), área que vem ganhando importância no setor de telecomunicações. A operadora busca se posicionar como fornecedora de soluções completas, combinando conectividade com produtos de tecnologia corporativa, em linha com o movimento global das teles em direção aos serviços digitais. A meta é crescer sobre a demanda crescente de serviços em nuvem, cibersegurança e dados.

No caso do agro, Dal Forno destaca que a expansão da infraestrutura rural e dos serviços disponíveis tem impacto direto na produtividade agrícola e na eficiência logística. “Quando você para uma máquina no plantio, você perde a janela de plantio. Colheita é a mesma coisa. Então, conseguir ser rápido nesse processo é fundamental. A comunicação é muito importante.”

Por isso, as tecnologias que vão entrando na rotina das área urbanas também estão na agenda do campo para suprir necessidades que vão surgindo ao longo do tempo.  “Quando você tem um número muito grande de dispositivos, começa a precisar de um feixe inteligente. Estamos falando de milhares de sensores e máquinas. Está longe ainda de ter isso no campo, mas tomara que cheguemos lá, porque estaremos muito melhor”, disse o executivo.

Dal Forno se refere à adoção das antenas inteligentes, tecnologia que permite direcionar o sinal conforme a demanda, aumentando a eficiência da rede. Elas são usadas em ambientes urbanos e começam a ser testadas em áreas rurais. “É possível sim, com antenas inteligentes. A gente está com as antenas inteligentes na cidade. Naturalmente, todas as tecnologias da cidade irão para o campo quando necessário”, afirmou.

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