02/06/2026

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Tarifaço dos EUA contra o Brasil ainda pode ser evitado, diz Amcham

Imagem gerado por IA para o Canal Rural

Após o anúncio da recomendação de aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgou uma nota afirmando que a decisão ainda é preliminar e pode ser revertida por meio das negociações entre os dois países.

“O relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas. O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

A entidade também destacou que o documento divulgado pelo governo norte-americano sinaliza disposição para manter o diálogo e buscar uma solução negociada para os impasses comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

“O relatório reconhece os avanços do diálogo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, intensificado nas últimas semanas após o encontro entre os presidentes dos dois países em 7 de maio, e sinaliza interesse na continuidade das negociações até a decisão final prevista para 15 de julho. Trata-se de uma janela concreta para a busca de soluções que possam evitar ou revisar as medidas tarifárias propostas”, destacou a Amcham em nota.

Por fim, a entidade reforçou a importância de uma solução negociada para evitar impactos mais severos às exportações brasileiras.

“Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante buscar uma solução negociada na investigação 301 envolvendo o Brasil, de forma a evitar um tratamento tarifário mais oneroso para as exportações brasileiras no mercado norte-americano em relação a seus concorrentes de outros países”, concluiu a nota.

Investigação provocou decisão

O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas parte importante do agronegócio ficou de fora da medida. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (1º) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025.

Apesar do endurecimento nas relações comerciais entre os dois países, o documento divulgado pelos norte-americanos prevê uma lista de exceções que inclui diversos produtos ligados ao agronegócio brasileiro, como carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas medicinais e fertilizantes.

Segundo o USTR, a proposta ainda será submetida a consulta pública antes da adoção das medidas definitivas. O prazo legal para a implementação das chamadas “medidas corretivas” termina em 15 de julho de 2026.

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