O Governo de Mato Grosso oficializou, nesta segunda-feira (30), o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2026–2040. A estratégia busca consolidar o setor como um motor econômico ao projetar a expansão da produção de madeira e a industrialização da cadeia florestal nas próximas duas décadas.
O documento foi elaborado pelas secretarias de Meio Ambiente (Sema-MT) e de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedec-MT). Entre as metas centrais está a ampliação da área de florestas plantadas para 700 mil hectares até 2040, além do fortalecimento do manejo sustentável em áreas nativas para garantir insumos à agroindústria e diversificar a pauta de exportações.
A iniciativa também foca na transição energética, com a proposta de reduzir gradualmente o uso de biomassa de supressão vegetal nos processos industriais. Para o governo estadual, o plano funciona como um diagnóstico do setor, analisando o acesso ao crédito e o ambiente de negócios para atrair novos investimentos privados para o campo e para a indústria.
Transição energética e normas internacionais
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, Cesar Miranda, o plano reflete o crescimento acelerado da indústria de madeira. Ele aponta que o setor de base florestal realiza um trabalho de excelência no manejo sustentável. “Mais uma vez Mato Grosso mostra que além de ser o maior produtor do país é também um produtor de biodiversidade e altamente sustentável”.
O governador Mauro Mendes também destacou a relevância econômica do setor de bioenergia. Para o gestor, a indústria de etanol de milho já atingiu um patamar de maturidade que garante estabilidade e retorno tributário ao estado. “Esta indústria cresceu e se estabilizou, o que mostra a maturidade de um setor que hoje contribui muito para os impostos, que são tão importantes para qualquer política pública”, ressaltou o governador.
Guilherme Nolasco, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), reforçou que as usinas estão deixando para trás a dependência da biomassa de supressão. “É uma meta bastante exequível, para que continue atraindo investimentos e dando sustentação para os manejos florestais”, pontuou.
A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, explicou que a redução progressiva do uso de vegetação nativa no processo industrial é um passo decisivo. “Essa estratégia coloca Mato Grosso na vanguarda das ações que visa implementar o desenvolvimento econômico com sustentabilidade e segurança energética”.
O evento serviu ainda de palco para o lançamento da norma ISO 8347:2025, que padroniza a rastreabilidade do manejo florestal em nível mundial. Segundo o presidente da ABNT, Mario William Esper, Mato Grosso teve participação direta na construção da regra.
“Mato Grosso trabalhou fortemente na elaboração dessa norma que vai permitir a rastreabilidade total do processo de manejo da floresta nativa”, afirmou Esper.
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