O Brasil sediou pela primeira vez, nesta segunda-feira (18), o lançamento do relatório Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O evento foi realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, com organização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O documento reúne evidências científicas sobre temperaturas elevadas, perda de geleiras andinas, elevação do nível do mar e avanço de eventos extremos na região.
Em sua sexta edição regional, o relatório consolida informações de Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais, centros de pesquisa e instituições do sistema ONU. Durante a apresentação, o climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), afirmou que as temperaturas em 2025 permaneceram acima da média histórica e que a região registra intensificação de chuvas intensas, secas, ondas de calor e ciclones tropicais.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, disse que o relatório busca fortalecer observações meteorológicas, serviços climáticos e sistemas de alerta precoce. No evento, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, destacou que a resiliência climática depende de mitigação, adaptação e sustentabilidade. Ele citou o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), iniciado em 2010, e informou que o novo ciclo, entre 2021 e 2030, prevê incorporar mais 50 milhões de hectares em sistemas resilientes e de baixa emissão, além de mitigar 1,1 gigatonelada de CO2 equivalente.
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Para o setor agropecuário, o conteúdo do relatório reforça a relação entre clima, produção e gestão de risco. A elevação da frequência de extremos pode afetar calendário de plantio e colheita, disponibilidade de água, pastagens e logística. Nesse contexto, o governo informou que pretende ampliar a rede nacional para 977 estações meteorológicas automáticas até junho de 2027, com transmissão via satélite e leituras em intervalos de até 10 minutos, quando necessário.
A atualização da rede de monitoramento e o uso de dados climáticos mais frequentes podem ampliar a capacidade de resposta a eventos extremos e dar suporte ao planejamento agrícola. O relatório apresentado pela OMM não detalha, no conteúdo informado, impactos produtivos por cultura ou por região, mas indica que adaptação, informação meteorológica e cooperação técnica seguem como pontos centrais para a gestão climática no campo.
Fonte: gov.br
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