13/05/2026

13/05/2026

Search
Close this search box.

Câmara debate uso de análise de custo-benefício para priorizar gastos em saúde e educação

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes) promoveu, nesta quarta-feira (13), uma conferência sobre o uso da análise de custo-benefício na definição de prioridades do gasto público. No debate, o acadêmico dinamarquês Björn Lomborg defendeu que governos direcionem recursos para políticas com maior retorno social mensurável, com destaque para educação e saúde.

Durante a apresentação, Lomborg afirmou que a principal pergunta do gestor público deve ser onde o recurso investido gera maior benefício. Para sustentar a proposta, ele comparou áreas de investimento e citou estimativas segundo as quais políticas de “zero líquido” de emissões de carbono até 2050 poderiam custar cerca de US$ 27 trilhões por ano, para um benefício de US$ 4,5 trilhões. Os números foram apresentados pelo pesquisador durante o evento.

Na avaliação do acadêmico, medidas focalizadas em capital humano tenderiam a apresentar retorno social mais elevado. Na educação, ele mencionou pedagogia estruturada e softwares educativos, que, segundo sua exposição, poderiam gerar R$ 65 em benefício social para cada R$ 1 investido. Na saúde, citou a ressuscitação neonatal como exemplo de política de baixo custo e alto potencial de salvar vidas.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

O debate também abordou mudanças climáticas. Lomborg reconheceu o aquecimento global como um problema real, mas afirmou que a capacidade de adaptação varia conforme o nível de renda e infraestrutura. Como exemplo, comparou os efeitos de furacões em regiões pobres e ricas para defender que crescimento econômico amplia a resiliência a desastres.

A fala foi questionada por participantes quanto à aplicação dessa lógica em contextos de emergência humanitária e desastres ambientais no Brasil. Outro ponto levantado foi o peso da biodiversidade nas decisões públicas.

Entre as autoridades presentes, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), presidente do Cedes, afirmou que decisões de governo devem ser orientadas por evidências. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nauê Bernardo Azevedo disse que o desenho das políticas públicas é decisivo para que os recursos cheguem à população. Já o consultor-geral da Câmara, José Evande Araújo, e a consultora-geral adjunta, Elisangela Moreira Batista, defenderam critérios técnicos e transparentes na escolha das prioridades fiscais.

A discussão no Cedes reforçou a análise de custo-benefício como instrumento de apoio à formulação de políticas públicas, especialmente em cenário de restrição orçamentária. No evento, não foram apresentados detalhamentos metodológicos adicionais das estimativas citadas por Lomborg.

Fonte: camara.leg.br

O post Câmara debate uso de análise de custo-benefício para priorizar gastos em saúde e educação apareceu primeiro em Canal Rural.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Restrições da UE À Carne Brasileira Devem Ser Resolvidas em Breve, Diz Mauro Vieira

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (13) que as questões sanitárias…

Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Boa Safra informou nesta terça-feira (13) lucro líquido consolidado de R$ 27,4 milhões no…

UE enviará ao Brasil lista com pedido de informações adicionais sobre carnes exportadas

Foto: Pixabay A União Europeia (UE) enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais a…