A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, como carne suína, de aves e ovos, para o bloco a partir de 13 de setembro.
O motivo é o não cumprimento integral do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece critérios rigorosos sobre o uso de antimicrobianos (antibióticos) na produção pecuária.
Agora, o Brasil, que já exporta produtos de origem animal para a Europa há mais de 40 anos, tem apenas quatro meses para se adequar às novas normas.
Segundo o coordenador do Departamento de Análise da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a situação pode ser resolvida com brevidade.
“Há uma perspectiva de que essa situação seja rapidamente solucionada. Ao que parece, trata-se apenas de uma questão documental porque as condições técnicas o Brasil tem. O Brasil hoje é referência global em biosseguridade, é referência global em questões fitosanitárias, é exemplo para o resto do mundo”, destaca.
Para o especialista, há suspeitas de que o anúncio tenha o caráter protecionista, uma vez que a implementação do acordo Mercosul-União Europeia já está em voga e houve muita relutância de grupos de agricultores e pecuaristas europeus sobre a falta de condições para competir com o produto que advindo América do Sul, especialmente do Brasil.
O acordo Mercosul-União Europeia previa a exportação de 180 mil toneladas anuais de carne de frango. Iglesias ressalta que as exportações para a Europa representam uma fatia significativa do mercado brasileiro.
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