20/05/2026

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Brasil e Japão Assinam Acordo Para Recuperar Pastagens Degradadas no Cerrado

Erich Sacco/Getty Images

Bovinos de corte em área de pastagem no Brasil

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O agronegócio brasileiro reforça seu compromisso com o crescimento sustentável e a cooperação internacional. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e a vice-presidente da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão), Katsura Miyazaki, assinaram um Memorando de Cooperação na AgriZone da COP30. O acordo é considerado um marco na parceria Brasil-Japão.

O projeto de Cooperação Técnica Internacional visa desenvolver e implementar tecnologias para monitorar, recuperar e converter pastagens degradadas em sistemas agrícolas sustentáveis no Cerrado.

A iniciativa combina o uso de dados avançados de satélites japoneses com indicadores de saúde do solo e análise econômica. O objetivo é oferecer ferramentas para melhorar o uso da terra, reduzir a degradação e apoiar políticas públicas como o Programa Caminho Verde Brasil.

“Detectar áreas degradadas pela ciência e financiar sua recuperação: isso é o que firmamos hoje,” afirmou o ministro Carlos Fávaro.

“Esse projeto com a JICA reforça o novo modelo de crescimento sustentável que estamos consolidando.”

Fávaro reforçou que o país não precisa expandir sua fronteira agrícola para continuar crescendo. A ciência, desenvolvida pela Embrapa em cinco décadas, é o ponto de partida para transformar áreas degradadas em sistemas produtivos de alto desempenho.

Inovação de longo prazo e resiliência climática

Brasil e Japão Assinam Acordo Para Recuperar Pastagens Degradadas no Cerrado

Percio Campos/Mapa

(da esq. para dir.) Katsura Miyazaki, da JICA, Silvia Massruhá, da Embrapa e o ministro Carlos Fávaro

O projeto, com duração prevista de cinco a dez anos e início em abril de 2026, é um esforço de longo prazo. A cooperação histórica entre Brasil e Japão se aprofunda no tema da sustentabilidade.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que a parceria integra inovação, dados de satélite e políticas públicas para ampliar a produtividade sem a abertura de novas áreas e apoiar a adaptação climática.

Estamos estruturando um esforço de longo prazo que une tecnologia, saúde do solo e integração de sistemas para mostrar ao mundo que o Brasil tem soluções reais para crescer preservando,” afirmou Massruhá.

A vice-presidente da JICA, Katsura Miyazaki, ressaltou que o conhecimento compartilhado, a confiança mútua e a ação coletiva são cruciais para construir um futuro mais resiliente e sustentável, reforçando o compromisso japonês com um modelo agrícola inovador e de baixo carbono.

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