PIB cresceu 2,9% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Comparando o último trimestre de 2024, avanço foi de 1,4%, com destaque para a agropecuária (12,2%)
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou crescimento no primeiro trimestre de 2025, com destaque para o setor agropecuário, que mais uma vez demonstrou sua força e resiliência. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira avançou 0,9% em relação ao último trimestre de 2024, puxada principalmente pelo desempenho do agronegócio.
A agropecuária cresceu 3,6% no período, impulsionada por safras recordes de grãos como soja e milho, além de avanços na produção de carne bovina e de frango. O bom resultado é fruto de fatores como clima favorável, investimentos em tecnologia no campo e alta demanda internacional por alimentos, especialmente da China e de países do Oriente Médio.
“O agro segue sendo o grande pilar da economia brasileira. Mesmo diante de incertezas no cenário internacional, o setor mostrou estabilidade e capacidade de expansão”, afirma Mariana Costa, economista do Instituto de Estudos Econômicos do Brasil (IEEB).
Além do agro, o setor de serviços também apresentou alta, com crescimento de 0,7%, sustentado por melhora no consumo das famílias e avanços no comércio varejista. Já a indústria teve desempenho mais modesto, com variação positiva de apenas 0,2%, ainda enfrentando desafios como juros altos e demanda interna contida.
Especialistas apontam que o bom desempenho do agronegócio tem efeitos positivos em cadeia, gerando empregos, movimentando a logística, a indústria de máquinas e implementos agrícolas, além do setor de transportes. “O crescimento no campo tem reflexo direto em várias partes da economia. É um setor estratégico que estimula outros segmentos”, destaca Costa.
Para os próximos trimestres, a expectativa é de que o ritmo de crescimento da economia brasileira continue moderado, mas sustentado por fatores como a recuperação gradual da indústria e novos investimentos no setor de infraestrutura. O desempenho do agronegócio continuará sendo peça-chave nesse cenário.
Com isso, o Brasil reafirma sua vocação agrícola e a importância do setor como motor de desenvolvimento econômico, geração de renda e competitividade no mercado global.