15/04/2026

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Venda de produtos com valor agregado para a China é oportunidade para o Brasil

O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira (27) que Estados Unidos e China devem sacramentar um acordo comercial em breve. A declaração do presidente norte-americano ocorre dias antes do encontro com o líder chinês, Xi Jinping, previsto para o final desta semana.

Em entrevista a repórteres antes de embarcar para o Japão, onde a reunião deve ocorrer, Trump afirmou que tem muito respeito pelo presidente da China. “Acho que chegaremos a um acordo”, disse.

Em meio a isso, Brasil e China também vivem um momento de maior aproximação, principalmente na área comercial. Neste sentido, o mercado brasileiro pode encontrar mais uma oportunidade: a venda de produtos de valor agregado para o gigante asiático. Essa é a avaliação de Vitor Moura, diretor de marketing da Câmara Brasil-China.

China e o consumo em expansão

Apesar da China ser o maior parceiro comercial do Brasil há mais de uma década, o envio de produtos brasileiros de maior valor agregado para o mercado chinês ainda é pouco explorado. Para o Moura, as oportunidades têm a ver com o crescimento da classe média chinesa e seu potencial de consumo.

“Essa classe média chinesa tem capital, condições e canais para consumir produtos de maior qualidade e, acima de tudo, o desejo de fazê-lo. Esses consumidores apresentam demandas que o Brasil poderia atender se investir nos produtos certos”, afirma.

De acordo com o especialista, produtos exclusivamente brasileiros tem potencial de ‘abrir o apetite’ chinês. É o caso de derivados do açaí, jabuticaba, castanha-do-Pará e pescados da região amazônica. “Tudo que seja exclusivo do Brasil pode ter valor agregado e abrir o mercado para a China”, diz.

Desafios no meio do caminho

Apesar do cenário de oportunidades, o Brasil precisa fortalecer a sua marca no exterior. Segundo Moura, esse é o maior desafio atualmente.

“O consumidor chinês tem características próprias, preferências de embalagem e sabor, exigindo adaptações na produção. Não adianta apenas replicar o que já se faz no Brasil”, afirma. Para isso, o especialista aponta dois passos essenciais: mudar a mentalidade e o trabalho conjunto entre empresários, governo e corpos diplomáticos.

Outros desafios citados por Moura passam pela exigência de investimento inicial e de regulações rígidas. “O mercado chinês é muito competitivo, exigindo capital no início. Além disso, a China tem exigências cada vez maiores na importação de alimentos, especialmente proteínas”, alerta.

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