Acessibilidade
O Brasil está se consolidando como um dos mercados mais dinâmicos e promissores para o setor de streaming e entretenimento digital. Segundo a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2023–2027 da PwC, o país deve atingir R$ 206,5 bilhões em receitas totais de entretenimento e mídia até 2027 , superando proporcionalmente os gastos dos consumidores americanos.
Apesar da diferença de renda entre Brasil e Estados Unidos, os brasileiros estão proporcionalmente mais engajados com o consumo de streaming. Em média, um brasileiro gasta cerca de R$ 118 por mês com serviços de streaming, enquanto um americano desembolsa aproximadamente US$ 42,38, o que equivale a R$ 212. No entanto, o brasileiro costuma assinar quase o dobro de plataformas, cerca de 3,8 serviços contra 2 nos EUA , evidenciando uma cultura digital intensa e uma forte adesão a conteúdos sob demanda, mesmo em um cenário econômico mais desafiador.
Gasto do consumidor brasileiro supera o dos EUA
Enquanto os Estados Unidos terão uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de apenas 2,6%, o Brasil crescerá a 4,1% ao ano. O gasto do consumidor brasileiro representa cerca de 25% das receitas totais, com uma CAGR de 4,6%, o que equivale a mais de R$ 51 bilhões até 2027. Nos EUA, mesmo com uma receita total projetada de R$ 3,46 trilhões, o crescimento é mais lento e o gasto per capita com entretenimento digital está em queda. No Brasil, apesar da renda média ser menor, o consumidor está proporcionalmente mais engajado e disposto a investir em conteúdo digital.
Streaming e publicidade: motores do crescimento
A publicidade digital no Brasil passará de R$ 44 bilhões em 2022 para R$ 56 bilhões em 2027, com destaque para os modelos AVOD (vídeo sob demanda com anúncios) e FAST (TV por streaming gratuita com suporte de anúncios). A Netflix, por exemplo, já conta com quase 5 milhões de assinantes em sua versão com anúncios no país. A Globoplay também se fortalece com parcerias estratégicas, como o acordo com a StarzPlay, e amplia sua presença em dispositivos conectados, consolidando-se como uma plataforma relevante de conteúdo local.
Investimentos e concorrência
Os investimentos em conteúdo original por plataformas como Netflix, Apple TV+, Amazon Prime, Paramount+, Disney+ e Max cresceram de R$ 116 bilhões para R$ 132 bilhões entre 2022 e 2023. A concorrência acirrada e a busca por rentabilidade estão levando os players a rever estratégias e apostar em formatos mais sustentáveis.
O futuro é digital e brasileiro
Com o avanço da inteligência artificial generativa, novas possibilidades de personalização, produção de conteúdo e publicidade estão surgindo. O Brasil, com sua base jovem e conectada, está na vanguarda dessa transformação.