04/05/2026

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Tradings Avaliam Mudanças na Moratória da Soja na Amazônia

Ueslei Marcelino/Reuters

Imagem de drone de desmatamento na Amazônia

 

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Tradings multinacionais de grãos que operam no Brasil votarão na próxima semana sobre mudanças que poderiam enfraquecer a chamada Moratória da Soja, um acordo que proíbe a compra da oleaginosa cultivada em áreas desmatadas da floresta amazônica, informou o jornal The Guardian na terça-feira (5).

Os comerciantes de soja, incluindo ADM, Cargill, Cofco e Bunge, assinaram a Moratória da Soja em meados da década de 2000, comprometendo-se a parar de comprar soja de fazendas que tiveram floresta desmatada a partir de 2008.

Cientistas e conservacionistas elogiaram a moratória voluntária por reduzir a taxa de desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo e um baluarte contra a mudança climática, pois suas árvores absorvem grandes quantidades de gases de efeito estufa que aquecem o clima.

A moratória proíbe a compra de soja de uma fazenda inteira se ela incluir áreas recentemente desmatadas. Mas os comerciantes estão procurando uma distinção dos campos de soja, permitindo que os produtores exportem de uma parte de uma fazenda, enquanto plantam soja em áreas recém-desmatadas nas proximidades, informou o The Guardian, sem citar a fonte da informação.

A Abiove, que representa as tradings e processadores de soja no Brasil, disse que estava mantendo discussões sobre a moratória, mas não confirmou detalhes de qualquer votação ou proposta.

Os membros da associação ADM, Cargill, Cofco e Bunge encaminharam o assunto à Abiove. A Louis Dreyfus não fez comentários imediatos.

De acordo com o Código Florestal brasileiro, os proprietários de terras na Amazônia podem desmatar legalmente até 20% de sua propriedade. No entanto, um aumento no desmatamento na virada do século provocou pedidos de uma postura mais restritiva por parte do setor privado, bloqueando efetivamente as exportações de soja de fazendas recém-desmatadas na floresta.

O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. Os ambientalistas argumentam que o enfraquecimento da moratória poderia abrir uma enorme quantidade de terras na região amazônica para o plantio de soja.

“É uma quantidade enorme de terra que foi desmatada depois de 2008 na Amazônia”, disse Jean-François Timmers, um ativista contra o desmatamento do World Wide Fund for Nature. “Estamos falando de milhões de hectares.”

Em sua declaração à Reuters, a Abiove observou que os Estados brasileiros estão promovendo uma legislação “que prejudica significativamente os signatários da Moratória da Soja”.

O Estado do Mato Grosso aprovou uma lei que retira incentivos fiscais de empresas que aderirem à moratória.

A Abiove disse que defende a Moratória da Soja enquanto “se esforça para equilibrar as demandas de agricultores e consumidores, incluindo atualizações no modelo atual para garantir sua eficácia”.

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