29/08/2026

29/08/2026

São Paulo registra primeiros casos de febre do Nilo Ocidental

São Paulo registra primeiros casos de febre do Nilo Ocidental Dois casos de febre do Nilo Ocidental foram confirmados em SP; saiba mais sobre a doença e os sintomas. O estado de São Paulo confirmou recentemente dois casos de febre do Nilo Ocidental, sendo uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, e uma jovem de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto. As informações são do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

Casos confirmados e histórico de viagens

A paciente de Ribeirão Preto relatou ter viajado recentemente para a região amazônica, mas já se encontra recuperada. A segunda paciente, por outro lado, segue internada e sob cuidados médicos. Este é um marco, pois representa os primeiros casos humanos da febre do Nilo Ocidental registrados no estado.

A importância da vigilância epidemiológica

Tatiana Lang D’Agostini, diretora do CVE-SP, destacou que a confirmação destes casos enfatiza a necessidade de vigilância epidemiológica constante. As equipes de saúde estão mobilizadas para investigar os locais de possível infecção e implementar medidas de prevenção.

Casos em outros estados

Além de São Paulo, o Ministério da Saúde (MS) também reportou dois casos de febre do Nilo Ocidental em Santa Catarina, um dos quais resultou em óbito. Adicionalmente, há um caso suspeito no Piauí. O ministério reafirmou seu compromisso com a vigilância epidemiológica e laboratorial para detectar novos casos e áreas de risco.

Entendendo a febre do Nilo Ocidental

A maioria das pessoas infectadas pelo vírus não apresenta sintomas. Estima-se que apenas 20% dos infectados desenvolvam sinais clínicos, que geralmente são leves, como febre, mal-estar, náuseas e dor de cabeça. A transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos, especialmente do gênero Culex, conhecidos como pernilongos.

Sintomas e tratamento

Os sintomas podem variar de febre leve a condições mais graves, como encefalite ou meningite, que demandam atenção médica imediata. O tratamento foca no alívio dos sintomas, já que não há vacina ou antiviral específico disponível. Em casos mais severos, pode ser necessária a internação hospitalar, suporte respiratório e reposição de líquidos.

Concluindo a prevenção e cuidados

Diante da confirmação desses casos, é fundamental que a população esteja ciente dos sintomas e busque atendimento médico em caso de suspeita. A prevenção, através do controle de mosquitos e proteção contra picadas, é essencial para evitar a disseminação da febre do Nilo Ocidental.