Horacio Villalobos#Corbis/Corbis/Getty Image
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Em 2025, a Herdade do Rocim, ou apenas Rocim, celebra 18 anos de trajetória. O que começou na Vidigueira, com Catarina Vieira e Pedro Ribeiro, transformou-se em uma marca portuguesa presente em mais de 50 mercados, sendo uma das vinícolas mais reconhecidas no país. Hoje, a vinícola possui cerca de 120 hectares, dos quais 70 são de vinha.
A partir deste ano, todos os vinhos passarão a exibir a marca Rocim de forma unificada, independentemente de sua origem geográfica. Alentejo, Douro, Dão, Lisboa, Açores e Algarve passam agora a adotar a mesma linguagem visual e simbólica.
Para a empresa, o novo posicionamento não é apenas gráfico, mas também estratégico, reforçando “a coerência da marca” e “projetando com mais nitidez o posicionamento global da Rocim”.
Todos os vinhos também passarão a ser engarrafados em uma garrafa única, leve e serigrafada com o novo logotipo, criada para fortalecer a identidade e a consistência da marca.
“Essa nova fase traduz a maturidade de um projeto guiado por ideias simples, mas firmes: valorizar o território, praticar uma agricultura responsável, preservar métodos tradicionais como a talha e inovar com autenticidade”, disse Ribeiro. “A Rocim mantém a visão clara com a qual começou. E agora, com essa nova imagem, todos os vinhos compartilham o mesmo nome e o mesmo espírito.”
Tradição
O investimento no setor vitivinícola começou no ano 2000. Os primeiros anos foram dedicados à reestruturação e qualificação da Herdade, com especial foco na área de viticultura, desde a preservação de vinhedos existentes e já muito antigos até a plantação de novos vinhedos.
Em seguida, a marca se dedicou à construção da Adega e a produção de vinho, com marcas próprias. Sete anos depois, o lançamento do primeiro vinho, “Olho de Mocho”, marcou a inauguração da adega.
* Paulo Marmé é um jornalista colaborador da Forbes Portugal, onde escreve sobre economia e empreendedorismo.