A Raízen teve prejuízo líquido de R$7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, ante resultado negativo de R$2,5 bilhões no mesmo período da safra anterior, segundo relatório financeiro divulgado nesta segunda-feira.
A companhia, que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial este ano em meio a um agravamento das perspectivas financeiras, registrou dívida líquida de R$58,2 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, montante 69,9% acima do registrado anteriormente.
O resultado negativo também foi impulsionado por novas baixas contábeis e provisões de ativos, incluindo as relacionadas à usina de Santa Elisa, que está paralisada, totalizando R$22,5 bilhões, com a Raízen citando, em parte, “incerteza significativa quanto à continuidade operacional”.
Por sua vez, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$2,8 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, alta de 46% na comparação com o mesmo período da safra anterior. A receita líquida ficou em R$51,3 bilhões, valor 11,1% inferior ao observado no período anterior.
“Vendas de usinas vão continuar, mas sem pressa”, diz CEO
Os desinvestimentos para reduzir a capacidade de moagem de cana-de-açúcar da Raízen vão continuar, enquanto a empresa busca seu “tamanho ótimo” para voltar a ser a companhia mais eficiente do mercado, disse o CEO da empresa, Nelson Gomes, nesta terça-feira.
Segundo ele, a companhia já vendeu ou desmobilizou quase 20 milhões de toneladas em capacidade de moagem de cana-de-açúcar, dentro de seu plano para reduzir o endividamento.
“Essa jornada continua, vai seguir de maneira ordenada e sem pressa…”, disse Gomes, durante teleconferência para comentar os resultados trimestrais, divulgados na véspera.
“Vamos continuar nessa jornada, independentemente da velocidade que ela vai ter, porque ela vai ser acompanhada pelas oportunidades de mercado”, acrescentou ele.
“Será uma companhia menor em termos de capacidade, mas ela busca ser o competidor mais eficiente.”