21/04/2026

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Preços Ao Produtor do Brasil Têm em Maio Maior Queda em Quase 2 Anos

Carlos Garcia Rawlins/Reuters

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”

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A deflação dos preços ao produtor no Brasil se intensificou em maio, marcando o maior recuo desde junho de 2023 e mostrando uma tendência de queda espalhada por boa parte da indústria, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Em maio, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 1,29%, após queda de 0,12% em abril, marcando a quarta taxa negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos em sequência. O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 5,78%.

“Dois pontos principais ajudam a explicar esse resultado: o primeiro é a diminuição dos preços de diversas commodities no mês, o que acaba reduzindo o custo de produção em toda a sua cadeia e impacta os preços em vários setores”, disse Murilo Alvim, gerente da pesquisa no IBGE.

“O segundo é a nova queda do dólar frente ao real… o que também acaba reduzindo os custos em alguns setores e diminui, de forma direta, o preço daqueles produtos que são comercializados em dólar. Isso também ajuda a explicar os resultados negativos dos últimos meses”, completou.

Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 17 apresentaram queda de preços, com as maiores influências sendo exercidas por alimentos (-0,34 ponto percentual), refino de petróleo e biocombustíveis (-0,28 p.p.), outros produtos químicos (-0,26 p.p.) e metalurgia (-0,23 p.p.).

O setor de alimentos passou a cair 1,33% em maio depois de avançar 1,52% no mês anterior, “puxado para baixo por conta da redução dos preços de commodities como a cana de açúcar e a soja, ambas em período de safra, o que aumenta a oferta desses produtos”, segundo Alvim.

Entre as grandes categorias econômicas, os preços de bens de capital recuaram 0,02%, bens intermediários tiveram queda de 2,37% e bens de consumo (BC) ficaram estáveis.

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

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