O número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro somou 27,79 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 1% frente ao mesmo período de 2025, interrompendo uma sequência de recordes históricos. Segundo dados do Cepea/Esalq-USP em parceria com a CNA, o setor reduziu 267.298 postos de trabalho e passou a responder por 25,73% da população ocupada no país. A retração acompanhou o desaquecimento geral do mercado de trabalho e foi puxada pelos agrosserviços, que cortaram 307.994 vagas (-2,9%), e pela agroindústria, com redução de 148.527 trabalhadores (-3,1%).
O segmento primário atuou na contramão do setor e absorveu 189.979 novos trabalhadores no período, alta de 2,5%. A retração concentrou-se nas vagas sem carteira assinada e entre os empregadores, enquanto os trabalhadores por conta própria avançaram 1,8%, com 120,2 mil adesões. O levantamento aponta a continuidade da qualificação no campo, com alta de 1,6% no contingente de profissionais com ensino superior, o equivalente a 72,9 mil pessoas a mais na força de trabalho do agronegócio.
Gelprime e Prat’s lançam o primeiro suco de laranja natural proteico do Brasil
A Gelprime, empresa investida da MBRF, e a fabricante de sucos Prat’s lançaram o primeiro suco de laranja natural proteico do Brasil. Enriquecida com colágeno hidrolisado de origem bovina, a bebida é composta por 94,9% de suco integral de laranja e entrega 15 gramas de proteína por porção. A formulação foi desenvolvida ao longo de seis meses para garantir 100% de neutralidade sensorial e manter o sabor original do fruto, alinhando nutrição funcional à conveniência de consumo.
O movimento ocorre em meio a um ciclo de expansão da Gelprime, impulsionado por um investimento de R$ 500 milhões anunciado em março de 2026. O plano da companhia prevê dobrar a capacidade produtiva para 30 mil toneladas anuais de proteínas funcionais até 2030, direcionando o insumo para novos segmentos de massa. As empresas iniciam a distribuição do novo produto na rede varejista nacional, de olho em um mercado global de peptídeos de colágeno projetado para atingir US$ 7,67 bilhões até o fim da década.
Oito países sul-americanos definem plano para aquicultura sustentável na Amazônia
Especialistas de oito países da América Latina definiram um plano de ação regional para impulsionar o desenvolvimento sustentável da piscicultura de espécies nativas na Bacia Amazônica. O roteiro foi pactuado durante workshop realizado entre 10 e 13 de agosto, em Alter do Chão (PA), sob a liderança da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da INFOPESCA e da Embrapa. A iniciativa reúne Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela para fortalecer a governança, a segurança alimentar e a conservação da biodiversidade aquática na região.
O acordo estabelece estratégias para expandir a transferência de tecnologia, a inclusão social e a competitividade das cadeias de valor locais. Segundo o oficial de aquicultura da FAO para a América Latina e o Caribe, José Aguilar-Manjarrez, o desafio central consiste em transformar o conhecimento técnico em investimentos responsáveis adaptados às demandas territoriais. Como próximo passo, os órgãos elaborantes publicarão as atas do encontro e uma nota técnica para orientar as políticas públicas e os projetos de investimento no setor.
Cobb-Vantress investe R$ 10 milhões e amplia laboratório em SP

A Cobb-Vantress inaugurou um novo Laboratório de Controle de Qualidade em Guapiaçu (SP), com investimento de R$ 10 milhões. A estrutura de 1.100 m² amplia em 50% a capacidade mensal de análises sanitárias da companhia, fortalecendo a unidade paulista como hub de exportação de material genético avícola para a América Sul. O espaço atende exclusivamente às unidades da empresa nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Projetada para suportar a expansão da operação nos próximos 15 anos, a unidade executa testes microbiológicos, sorológicos e moleculares (PCR) para o monitoramento de patógenos como Salmonella e Micoplasma. O vice-presidente da companhia, Bernardo Gallo, afirma que o aporte eleva o padrão de confiabilidade e biosseguridade entregue aos clientes. O novo complexo já está em operação e prevê futuras ampliações conforme a demanda do setor.
As exportações brasileiras de café solúvel somaram 8,161 mil toneladas em julho de 2026, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, gerando o acumulado de 57,4 mil toneladas no ano. O avanço foi impulsionado pela isenção de tarifas norte-americanas e pela entrada em vigor do acordo provisório entre Mercosul e União Europeia. A receita cambial acumulada no ano atingiu US$ 663,5 milhões, valor 2,5% menor do que em 2025 devido à retração dos preços globais.
No mercado doméstico, o consumo interno cresceu 14,4% entre janeiro e julho, atingindo 17,3 mil toneladas impulsionado pela ampliação do portfólio de produtos e uso na indústria de suplementos. A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel projeta um ritmo de embarques ainda mais forte para o segundo semestre com a consolidação dos novos acordos comerciais.
Jai Shroff assume o comando global da divisão de proteção de cultivos da UPL

Mike Frank deixa o cargo de Chief Executive Officer (CEO) da UPL Corporation em 31 de agosto, após cinco anos na liderança da empresa. A gestão dos negócios de proteção de cultivos do grupo fornecedor de soluções agrícolas, com receita anual superior a US$ 5,2 bilhões, passa ao atual chairman e CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff, que assumirá o comando da operação a partir de 1º de setembro.
A transição na liderança global acompanha a reestruturação das divisões regionais da companhia. Ashish Dobhal assume a presidência da divisão das Américas, acumulando a responsabilidade pelos mercados do Brasil, América Latina e América do Norte com a gestão das áreas globais de vendas e suprimentos. Já Sameer Tandon foi nomeado presidente da divisão Ásia-Pacífico e África. As nomeações buscam aproximar a tomada de decisões dos mercados locais e acelerar a execução da estratégia de crescimento de longo prazo do grupo.
As exportações brasileiras do setor de árvores cultivadas somaram US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, montante que representa uma retração de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (21) pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) no boletim Mosaico, reflete os impactos do recrudescimento do protecionismo e a desorganização nas cadeias globais de suprimentos. Principal item da pauta exportadora do segmento, a celulose registrou embarques de 9,4 milhões de toneladas, volume 10,5% inferior ao apurado de janeiro a junho de 2025, gerando US$ 5,2 bilhões.
A China permaneceu como o principal destino das vendas do setor, com US$ 2,5 bilhões importados no período, o que equivale a um recuo de 2,2%. As remessas para a América do Norte registraram retração de 22,4%, enquanto as vendas para a Europa ficaram estáveis. Diante do avanço da oferta externa sobre o mercado doméstico e da desaceleração nas compras globais, a entidade setorial atua junto ao governo para ampliar o diálogo comercial e buscar a diversificação de novos mercados compradores no segundo semestre.
Operação própria na China movimenta R$ 200 milhões e fortalece cadeia da MCassab

A MCassab consolidou sua estrutura própria em Xangai para prospectar insumos e tecnologias em nutrição e saúde animal na China, seu principal parceiro comercial. A operação no país asiático movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano e atende demandas de toda a América Latina. O foco está na auditoria de fornecedores locais e no acesso antecipado a insumos como sais biliares, probióticos, prebióticos e enzimas, direcionados à pecuária, avicultura e carcinicultura brasileira.
A presença local permite auditar a capacidade industrial, o histórico técnico e a reputação dos fabricantes antes do envio de insumos ao Brasil, onde os produtos passam por nova validação laboratorial. Segundo Mauricio Graziani, diretor executivo da divisão de Nutrição e Saúde Animal, a velocidade das inovações chinesas exige proximidade técnica. A companhia estuda novas homologações para expandir a oferta de especialidades naturais ao mercado latino-americano nos próximos meses.
Consevitis-RS destina R$ 120 mil para eventos de qualificação da vitivinicultura gaúcha
O Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do RS (Consevitis-RS) abriu edital de apoio financeiro de R$ 120 mil para iniciativas técnicas no Rio Grande do Sul. O programa financiará até R$ 20 mil por projeto, limitado a 50% do orçamento total de cada proposta. As inscrições e o envio de documentos devem ser realizados por e-mail até 14 de setembro, contemplando ações programadas para o período de 1º de outubro de 2026 a 31 de março de 2027.
O edital aceita projetos de eventos, feiras, seminários, congressos, livros e documentários voltados à capacitação de viticultores, vinicultores, técnicos e estudantes. A seleção das propostas caberá a um comitê técnico da instituição. Os recursos visam qualificar a cadeia produtiva de uvas, vinhos, espumantes e sucos no estado.
Agropalma e UFPA lançam monitoramento inédito de riachos no Pará

A Agropalma e a Universidade Federal do Pará (UFPA) iniciaram um projeto de monitoramento ambiental contínuo de 24 horas em oito igarapés localizados em Acará, Moju e Tailândia, no Pará. A iniciativa de três anos, desenvolvida em parceria com o PPBio, PELD Amazônia Oriental e cooperação do Reino Unido, utiliza sensores submersos para registrar temperatura e condutividade elétrica da água. O objetivo é avaliar os impactos de eventos climáticos extremos e do El Niño nos ecossistemas aquáticos amazônicos.
A estrutura instalada na área de reserva da empresa é o primeiro sítio de monitoramento contínuo dessa rede na Amazônia. A cada seis meses, equipes técnicas farão a manutenção dos equipamentos e a coleta dos dados para elaborar relatórios e estudos de preservação. O projeto prevê a expansão da rede de sensores para outras regiões paraenses, como o Rio Xingu e o Rio Tapajós, além de estados como Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.
São Paulo destina R$ 3,45 milhões para preservar 20 territórios indígenas

O Governo de São Paulo, por meio da Fundação Florestal, destinou R$ 3,45 milhões para a terceira fase do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Guardiões das Florestas. A iniciativa selecionou 20 territórios indígenas — sendo sete inéditos em regiões como Itanhaém, Tapiraí e Barão de Antonina — que receberão até R$ 172 mil por comunidade. Os recursos remuneram agentes ambientais e financiam planos de ação para monitoramento, combate a incêndios e restauração biológica na Mata Atlântica e no Cerrado paulista.
O programa acumula R$ 6,4 milhões em investimentos desde 2022 e já viabilizou o plantio de 15 mil mudas nativas e 1.873 quilômetros de rondas de fiscalização. Segundo o diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, a expansão consolida um modelo de gestão compartilhada que une conservação e autonomia comunitária. Os planos de trabalho voluntários terão duração de 12 meses, com foco no fortalecimento do turismo de base comunitária e na proteção territorial.
Etanol recua 3,5% em agosto e atinge menor preço do ano no Brasil
O preço médio do etanol caiu 3,50% na primeira quinzena de agosto em comparação ao mesmo período de julho, atingindo R$ 4,14 por litro nas bombas brasileiras. Trata-se do menor valor registrado em 2026, segundo levantamento da Edenred Mobilidade. O movimento de baixa foi liderado por Minas Gerais, que registrou recuo de 4,36% (R$ 4,17 por litro), e por São Paulo, que teve queda de 4,04% e apresentou a média mais barata do país, cotada a R$ 3,80 por litro.
A retração é impulsionada pelo pico da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul. O movimento reduziu a cotação do biocombustível e ampliou a competitividade em relação à gasolina, que também caiu 0,44% na quinzena, para R$ 6,74. O motorista paulista e mineiro encontra hoje no etanol a opção mais vantajosa do mercado. As distribuidoras projetam manter o abastecimento aquecido nos postos enquanto durar o período de maior moagem nas usinas.
Rastreabilidade vira prioridade na pecuária após receita recorde de US$ 9,85 bi

A pecuária brasileira registrou receita recorde de US$ 9,85 bilhões com a exportação de 1,705 milhão de toneladas de carne bovina no primeiro semestre de 2026, altas de 36,2% e 15,5%, respectivamente. O avanço acelerado dos embarques e do abate interno colocou a rastreabilidade do rebanho no centro da agenda setorial para garantir conformidade às novas exigências socioambientais e sanitárias de mercados internacionais, como as regras da União Europeia contra o desmatamento e sobre o uso de antimicrobianos.
O setor prepara os sistemas estaduais e a integração de dados para a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, previsto para iniciar a identificação dos animais em 2027. Segundo a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina, a rastreabilidade deixou de ser apenas uma ferramenta de controle para se tornar um ativo estratégico da cadeia produtiva, garantindo transparência, proteção de valor ao produtor e acesso contínuo aos grandes compradores globais.
Fundação JTI e Unisc lançam programa para recuperar bacia do Rio Pardinho
A Fundação JTI e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) firmaram um acordo de cooperação para implementar o programa MUDA – Rio Pardinho, focado na restauração de matas ciliares e conservação do solo no Rio Grande do Sul. A iniciativa atende a bacia do Rio Pardo, responsável pelo abastecimento e suporte agrícola a mais de 360 mil pessoas em 13 municípios. As ações em campo ocorrem nos primeiros 24 meses, enquanto o monitoramento dos recursos hídricos seguirá até setembro de 2030.
O projeto prevê intervenções diretas ao longo do manancial, incluindo o monitoramento contínuo em seis pontos da bacia, avaliações em 20 propriedades rurais e a instalação de três estações técnicas. A meta inicial estabelece a recuperação de mais de 3,1 quilômetros em 12 trechos críticos afetados por erosões e cheias na região central do estado.
O programa baseia-se em um diagnóstico concluído pela Unisc em 2025, que avaliou os impactos ambientais ao longo de 220 quilômetros de margens fluviais. A partir desta etapa, os parceiros iniciarão as atividades de engajamento comunitário e capacitação de agricultores para implementar práticas de manejo sustentável na bacia hidrográfica.
Arauco recebe primeiros vagões e tritrens para a logística do Projeto Sucuriú

A multinacional Arauco iniciou o recebimento dos primeiros vagões e conjuntos tritrem para estruturar a logística do Projeto Sucuriú, fábrica de celulose em construção no município de Inocência (MS). O investimento de US$ 4,6 bilhões prevê uma capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta por ano a partir do final de 2027. No total, a operação contará com 721 vagões produzidos pela Randon para o transporte do produto final e 350 tritrens para a movimentação de madeira das florestas até a planta industrial.
A entrega final dos equipamentos florestais está programada para janeiro de 2027, enquanto a frota ferroviária deve ser completada até novembro do mesmo ano. Do total de tritrens, a empresa incorporará 55 conjuntos à frota própria e cederá o restante em comodato a parceiros logísticos. Os vagões contam com capacidade para 98 toneladas de carga útil e sistema de abertura lateral, com início das operações previsto para coincidir com a entrada em funcionamento da unidade fabril.
Gerdau fornece 70 toneladas de aço para modernizar o Parque do Peão de Barretos
A Gerdau fechou parceria com o grupo Os Independentes para se tornar a fornecedora oficial de aço da 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), realizada entre 20 e 30 de agosto. A siderúrgica destinou mais de 70 toneladas de aço para modernizar a infraestrutura do Parque do Peão. Os suprimentos foram aplicados na montagem dos painéis de LED da arena principal, na ampliação das áreas de hospitalidade e na reforma das estruturas do complexo.
O investimento reforça a estratégia da companhia de aproximar sua marca do setor agroindustrial, segmento no qual atua com o fornecimento de matérias-primas para maquinários, equipamentos e estruturas rurais. Segundo o presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, a empresa tem expandido o portfólio de soluções em aço para atender às demandas de produtividade e competitividade do agronegócio brasileiro.
BSCA e ApexBrasil lançam 1º concurso internacional para cafés canéforas

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), em parceria com a ApexBrasil, lançaram o concurso “The Best of Canephora Brazil 2026”, voltado às variedades conilon e robusta. Produtores do projeto “Brazil. The Coffee Nation” têm até 3 de setembro de 2026 para inscrever amostras da safra atual nas categorias Processo Clássico e Processo Experimental. A Fase Nacional avaliará os lotes entre 7 e 11 de setembro, em Varginha (MG), sob critérios de cor, umidade, defeitos e qualidade sensorial.
A etapa internacional selecionará os dez melhores cafés canéforas do país com pontuação acima de 83 pontos. Os lotes campeões serão comercializados em leilão presencial no dia 29 de novembro, em Cacoal (RO), com preço inicial fixado em US$ 9 por quilo. O valor estabelecido representa um ágio de mais de 140% em relação à cotação registrada na Bolsa de Londres no dia 20 de agosto, de US$ 3.702 por tonelada.
De acordo com o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o certame visa dar visibilidade global aos grãos nacionais e consolidar o consumo de canéforas de alta qualidade sem a necessidade de mescla com o arábica. Paralelamente, a entidade mantém abertas até 3 de setembro as inscrições para o Cup of Excellence Brazil 2026, voltado a produtores da espécie arábica.
Milho ganha força na Bolsa de Chicago e soja aguarda demanda chinesa
O mercado internacional de grãos opera em direções opostas após os dados de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Enquanto o milho ganha sustentação com a redução projetada de 7,65% nos estoques finais americanos para a safra 2026/27, fixados em 41,98 milhões de toneladas, a soja enfrenta pressão compradora pela elevada oferta nos Estados Unidos, onde a produção foi estimada em 122,99 milhões de toneladas.
A elevação das exportações norte-americanas de milho para 86,36 milhões de toneladas reduziu a relação estoque/uso para 10,12%, deixando os preços do cereal mais sensíveis a eventuais perdas produtivas ou choques de demanda. Em contrapartida, os preços da oleaginosa permanecem dependentes de uma aceleração nos embarques para a China, que manteve sua estimativa de importação em 115 milhões de toneladas. No Brasil, o repasse das oscilações de Chicago aos produtores seguirá condicionado à variação do câmbio, aos prêmios de exportação e ao consumo interno.