O Brasil passou por uma verdadeira revolução agrícola nas últimas duas décadas, e a soja foi uma das grandes protagonistas dessa transformação. O país se consolidou em produtividade e produção de soja, tornando-se uma referência global.
Para Fernando Oliveira, líder de negócios de soja da Bayer Brasil, os resultados alcançados colocam o país em posição de destaque no cenário internacional. Atualmente, produtores brasileiros alcançam médias superiores a 60 sacas por hectare, inclusive em áreas mais recentes de expansão agrícola, utilizando tecnologias que permitem ciclos produtivos mais eficientes e sustentáveis. “A soja foi um veículo de progresso nos últimos 20 anos. Onde teve soja, teve desenvolvimento”, afirma.
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A demanda global por soja dobrou nos últimos 20 anos, e o Brasil foi responsável por absorver cerca de 60% desse crescimento. Hoje, o país ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial do grão, que representa aproximadamente 37% das exportações do agronegócio brasileiro.
Os pilares do progresso
De acordo com o executivo, esse desempenho foi construído sobre quatro pilares fundamentais, sendo ambiente institucional, infraestrutura, tecnologia e o perfil do agricultor brasileiro.
“Hoje o Brasil tem um grande potencial competitivo fundamentado nesses quatro pilares. O primeiro é o ambiente institucional, com leis relacionadas à propriedade intelectual e à proteção de cultivares. Já o segundo é a infraestrutura, com hidrovias, rodovias e outros sistemas logísticos capazes de escoar cerca de 180 milhões de toneladas, algo que poucos países conseguem fazer”, explica.
O terceiro pilar é a tecnologia. Ao longo das últimas décadas, empresas públicas, como a Embrapa, fundações de pesquisa e companhias privadas investiram fortemente em genética, biotecnologia, defensivos e maquinários agrícolas, contribuindo para elevar a produtividade das lavouras.
Já o quarto fator está relacionado ao produtor rural. “O agricultor brasileiro, de maneira muito arrojada, investiu e acreditou no potencial da atividade. É inovador, jovem, empreendedor e disposto a assumir riscos. Por isso, o Brasil está colhendo recordes de produtividade”, destaca Oliveira.
Além disso, o impacto da soja vai além da porteira, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. Atualmente, municípios com forte presença da cultura registram Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) superior à média nacional, evidenciando os benefícios gerados para toda a sociedade.
Clima como foco
Além dos avanços estruturais, a agricultura brasileira enfrenta as mudanças climáticas. O clima tropical brasileiro exige soluções específicas para combater pragas e doenças e garantir ganhos contínuos de produtividade.
“O Brasil, por ter um clima tropical, precisa de soluções customizadas. As pragas e doenças evoluem rapidamente e, para o país continuar na vanguarda, precisamos investir constantemente em novas tecnologias”, explica o executivo.
Nesse cenário, as biotecnologias ganham cada vez mais espaço no campo. “O Brasil é hoje o mercado mais atrativo para a soja. Outras empresas também estão investindo em soluções, e isso cria um ciclo muito positivo para toda a cadeia produtiva”, destaca o líder da Bayer.
O que esperar do futuro?
Para Oliveira, o objetivo é que o Brasil continue sendo protagonista. “Nós vemos uma demanda maior por alimentos, e a produção e a demanda global devem aumentar pelo menos 50% até 2050. Além disso, existe um elemento novo relacionado às questões geopolíticas e à transição energética, que exigirá uma produção cada vez maior de combustíveis provenientes de fontes renováveis”, comenta.
Para ele, a soja pode ser um grande motor dessa oportunidade, produzindo biocombustíveis e ajudando o Brasil a permanecer na vanguarda da agricultura mundial, continuando a gerar prosperidade. “É isso que esperamos para os próximos anos. Que o Brasil continue se desenvolvendo e que a soja siga trazendo progresso para as cidades, produtores e toda a cadeia produtiva”, conclui.
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