20/05/2026

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Mercado reduz estimativa da inflação pela sexta semana seguida

O mercado financeiro manteve praticamente estáveis as projeções para os principais indicadores da economia brasileira, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. As estimativas para inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB apresentaram poucas mudanças em relação à semana anterior.

O levantamento reúne as expectativas de mais de cem instituições financeiras sobre o comportamento da economia nos próximos anos.

Inflação e Selic

A mediana das projeções para o IPCA — índice oficial de inflação — permaneceu em 4,55% para 2025, praticamente estável ante os 4,56% da semana passada. Mesmo assim, o movimento configura a sexta queda seguida na previsão.

Para 2026, a estimativa se manteve em 4,20%. Já para 2027 e 2028, o mercado projeta inflação de 3,80% e 3,50%, respectivamente.

As expectativas para a taxa básica de juros (Selic) continuaram em 15% ao ano para o fim de 2025. Nos anos seguintes, o mercado prevê 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028, indicando estabilidade nas últimas semanas.

PIB e câmbio sem alterações

O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,16% em 2025, mantendo o mesmo patamar das semanas anteriores. Para os anos seguintes, as projeções indicam alta de 1,78% em 2026, 1,90% em 2027 e 2% em 2028.

A estimativa para o dólar também não mudou, com cotação esperada de R$ 5,41 no fim de 2025. As previsões seguem em R$ 5,50 para 2026, 2027 e 2028.

IGP-M tem revisão para baixo

O IGP-M, indicador que mede a inflação ao atacado, foi revisto de 0,49% para -0,20% em 2025. Para 2026, o índice recuou de 4,20% para 4,08%, mantendo estabilidade nas projeções de longo prazo.

Setor externo e contas públicas

O mercado reduziu a estimativa de déficit em conta corrente para US$ 71,33 bilhões neste ano, ante US$ 70,80 bilhões na semana passada. O superávit da balança comercial permaneceu em US$ 61,99 bilhões em 2025.

A previsão de investimento direto no país segue em US$ 70 bilhões, enquanto a dívida líquida do setor público deve fechar o ano em 65,8% do PIB.

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