18/05/2026

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MapBiomas registra alta de 260% nos fragmentos de vegetação nativa no Brasil em 38 anos

O número de fragmentos de vegetação nativa no Brasil passou de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, segundo estudo do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (13). A análise indica que o desmatamento dividiu grandes áreas contínuas de cobertura vegetal em porções menores e mais isoladas. No mesmo intervalo, o tamanho médio desses fragmentos caiu de 241 hectares para 77 hectares.

Os dados fazem parte do Módulo de Degradação do MapBiomas, plataforma voltada ao monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra no país. Pela primeira vez, a iniciativa analisou a fragmentação da vegetação nativa em escala nacional.

O estudo mostra que quase 5% da vegetação nativa brasileira, o equivalente a 26,7 milhões de hectares, está hoje em fragmentos menores que 250 hectares. A Mata Atlântica concentra a maior participação relativa dessas pequenas áreas, com quase 28% da vegetação remanescente do bioma, ou cerca de 10 milhões de hectares.

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Em números absolutos, Mata Atlântica e Cerrado têm 2,7 milhões de fragmentos cada. Nos demais biomas, o levantamento identificou quase 662 mil fragmentos na Amazônia, 600 mil na Caatinga, 324 mil no Pampa e 45 mil no Pantanal. Ao longo da série histórica, Pantanal e Amazônia registraram os maiores avanços percentuais da fragmentação, com 350% e 332%, respectivamente.

Segundo Dhemerson Conciani, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e coordenador do Módulo de Degradação, a redução do tamanho dos fragmentos compromete a manutenção da fauna e da flora e amplia o efeito de borda. Na Amazônia, a área média dos fragmentos caiu de 2.727 hectares, em 1986, para 492 hectares, em 2023, recuo de 82%.

O módulo também detectou distúrbios no dossel em 24,9 milhões de hectares da Amazônia Legal entre 1988 e 2024, o equivalente a 7% da cobertura florestal da região. Desse total, 9,7 milhões de hectares apresentaram indícios de corte seletivo de madeira.

De acordo com o MapBiomas, 24% de toda a vegetação nativa remanescente do Brasil, ou 134 milhões de hectares, está exposta a pelo menos um vetor de degradação. Para os pesquisadores, o monitoramento desses sinais pode apoiar políticas públicas de recuperação de áreas, conservação ambiental e redução de emissões associadas ao desmatamento e à degradação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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