O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2), em Rio Verde, Goiás, que o Brasil não aceitará interferência externa no Pix ao comentar a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. Segundo o governo brasileiro, a apuração do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) embasa a proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A audiência pública sobre o tema está marcada para 6 de julho, e as medidas podem entrar em vigor até 15 de julho.
Durante discurso após visita ao Hospital Municipal Universitário de Rio Verde, Lula voltou a atribuir ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a articulação política do movimento junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na fala, o presidente citou especificamente o Pix e disse que o país não permitirá esse tipo de intervenção.
De acordo com o conteúdo informado, a investigação do USTR inclui temas como Pix, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Até o momento, o material disponível não detalha quais produtos brasileiros seriam atingidos pela tarifa adicional de 25%, nem apresenta a lista completa de setores afetados.
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Para o agronegócio, a relevância do caso está na presença de temas diretamente ligados ao comércio exterior e à pauta setorial. O etanol envolve a cadeia sucroenergética, enquanto a menção a desmatamento ilegal pode ampliar exigências comerciais e regulatórias sobre produtos agropecuários exportados. Dependendo do escopo final da medida, exportadores, agroindústrias e tradings podem enfrentar mudança de competitividade no mercado norte-americano.
Como a proposta ainda passa por audiência pública e não há, neste momento, detalhamento técnico completo sobre mercadorias, volumes ou valores, o efeito prático sobre cadeias específicas do agro brasileiro ainda depende da definição formal do alcance da tarifa e dos critérios adotados pelos Estados Unidos.
O cenário seguirá condicionado ao andamento da audiência prevista para 6 de julho e à definição final do USTR até 15 de julho. Sem a lista oficial dos produtos atingidos, não é possível dimensionar com precisão o impacto econômico sobre o agronegócio brasileiro neste momento.
Fonte: Estadão Conteúdo
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