O bem-estar animal deixou de ser apenas uma exigência sanitária e passou a ocupar posição estratégica dentro da avicultura e da suinocultura brasileira. Em São Paulo, lideranças do agro, especialistas e representantes do governo discutiram como a sustentabilidade e a rastreabilidade já impactam diretamente a competitividade do Brasil no exterior.
O debate, promovido pela certificadora Produtor do Bem e pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (Cobea), reforçou que o mercado global agora exige transparência total sobre como a proteína animal chega à mesa do consumidor.
Bem-estar animal impulsiona o desempenho
Segundo especialistas presentes no evento, a adoção de práticas humanitárias e sustentáveis já mostra resultados financeiros concretos. Menor mortalidade, melhor conversão alimentar e ganho de desempenho produtivo são os benefícios diretos observados em propriedades que investem em ambiência e manejo adequado.
Nesse cenário, o avanço genético das linhagens modernas exige que o produtor acompanhe novas tecnologias, integrando nutrição e sanidade para garantir que a eficiência produtiva ande de mãos dadas com os padrões internacionais.
Outro destaque do fórum foi a redução drástica no uso de antibióticos na produção nacional. Os índices brasileiros já figuram entre os melhores do mundo, fruto de investimentos pesados em biosseguridade e monitoramento sanitário.
Para os representantes do setor, a capacidade de rápida adaptação do produtor brasileiro é o que mantém o país na liderança dos mercados mais rigorosos, transformando desafios técnicos em diferenciais competitivos.
Mercado internacional exige transparência
As lideranças reforçaram que a competitividade não depende mais apenas de preço. Hoje, grandes compradores internacionais buscam informações detalhadas sobre toda a jornada do animal, desde o nascimento até o abate.
Desta forma, a rastreabilidade e a comunicação tornaram-se ferramentas essenciais para agregar valor. O consumidor moderno quer garantias de que a produção segue critérios ambientais e éticos, forçando a cadeia a investir em soluções tecnológicas que comprovem essas práticas.
Durante o encontro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) anunciou uma conquista estratégica para a avicultura de postura: a autorização da Coreia do Sul para a importação de ovos brasileiros.
Esta nova abertura de emrcado soma-se a outros avanços recentes, como o acesso à União Europeia e a ampliação no mercado norte-americano. Para os produtores, o momento exige equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade, com a certeza de que a qualidade e o bem-estar animal são as chaves para conquistar as nações mais exigentes do globo.
*Sob supervisão de Victor Faverin
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