O Instituto Equilíbrio divulgou, nesta quarta-feira (26), um conjunto de seis prioridades essenciais para os candidatos à Presidência da República. Essas propostas, contidas no documento “O Campo como Solução: Caminhos para a Transição Climática com Crescimento”, visam conciliar a competitividade do agronegócio com ações climáticas e o crescimento econômico do Brasil.
Prioridades para o Agronegócio até 2030
As prioridades destacadas, que visam o período de 2027 a 2030, incluem: mercado de carbono, finanças verdes, biocombustíveis, agricultura regenerativa, fertilizantes verdes e a pecuária sustentável. O CEO do Instituto, Eduardo Bastos, enfatizou a urgência de iniciar essa agenda, ressaltando que o Brasil possui uma oportunidade única de liderar a transição climática no setor agropecuário.
Mercado de Carbono e Finanças Verdes
No tocante ao mercado de carbono, o Instituto propõe a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), alinhando-se ao Artigo 6 do Acordo de Paris. A valorização de créditos florestais e agrícolas de alta qualidade também é uma prioridade, além da integração de políticas como o Plano ABC+ e o Caminho Verde em uma estratégia coesa para um agronegócio sustentável.
Em relação às finanças verdes, a proposta inclui a atração de investimentos internacionais através de green bonds e fundos ESG, além da criação de uma estrutura de medição, reporte e verificação (MRV). O fortalecimento do crédito rural sustentável e a inclusão de pequenos e médios agricultores no financiamento climático são igualmente fundamentais.
Inovações em Biocombustíveis e Agricultura
Para biocombustíveis, o Instituto sugere diversificar as matérias-primas utilizadas, fomentar a inovação e garantir previsibilidade nas regulações. O documento também menciona a abertura de novos mercados para combustíveis sustentáveis, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e biobunker.
Na área de agricultura regenerativa, as propostas incluem a aceleração do Plano ABC+ e a expansão do uso de tecnologias inovadoras, como biochar e remineralizadores, visando uma produção mais sustentável e menos dependente de insumos externos.
Redução da Dependência de Fertilizantes
Outro ponto crucial é a redução da dependência do Brasil em relação aos fertilizantes importados, que atualmente correspondem a cerca de 85% do total consumido no país. O fortalecimento do Plano Nacional de Fertilizantes e do ProFert é uma das ações sugeridas para aumentar a autonomia do setor.
Por fim, no âmbito da pecuária, o Instituto Equilíbrio destaca a importância da recuperação de pastagens degradadas, que compreendem 64% da área total de pastagens no Brasil. O documento menciona ainda a meta de recuperar 40 milhões de hectares, conforme delineado no Caminho Verde.
Essas propostas do Instituto Equilíbrio visam promover uma transição climática efetiva no agronegócio, com foco em inovação, sustentabilidade e recuperação produtiva. O documento completo, incluindo sumário executivo, pode ser acessado no site oficial da entidade.