18/05/2026

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Inflação ao consumidor da China atinge maior nível em cinco meses

A inflação ao consumidor da China acelerou para o seu maior nível em cinco meses em janeiro, enquanto a deflação dos preços ao produtor persistiu, refletindo os gastos mistos dos consumidores e a fraca atividade industrial.

Segundo analistas, é provável que as pressões deflacionárias persistam na China neste ano, a menos que as autoridades consigam impulsionar a demanda doméstica, à medida que as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos chineses aumentam a pressão sobre Pequim para estimular o crescimento do país.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,5% no mês passado na base anual, acelerando em relação ao ganho de 0,1% de dezembro, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas no sábado, acima do aumento de 0,4% estimado em pesquisa da Reuters com economistas.

O núcleo da inflação, excluindo os preços voláteis de alimentos e combustíveis, acelerou para 0,6% em janeiro, ante 0,4% no mês anterior.

Embora se espere que os preços ao consumidor aumentem gradualmente, é improvável que os preços ao produtor retornem ao território positivo no curto prazo, uma vez que persiste o excesso de capacidade nos produtos industriais, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Se medido pelo deflator do PIB, ainda serão necessários alguns trimestres para sair da deflação”, disse Xu.

Os números foram distorcidos por fatores sazonais, já que o Ano Novo Lunar, o maior feriado anual da China, começou em janeiro deste ano, em comparação com o início em fevereiro no ano passado. Normalmente, os preços aumentam à medida que os consumidores estocam produtos, especialmente alimentos para grandes reuniões familiares.

Os preços ao consumidor subiram 0,7% em janeiro na base mensal, abaixo da previsão de aumento de 0,8%, ante uma estabilidade dos preços registrada em dezembro.

O índice de preços ao produtor caiu 2,3% na base anual em janeiro, igualando a queda de dezembro e abaixo da queda de 2,1% prevista. Os preços nas fábricas têm permanecido em território de deflação por 28 meses consecutivos.

 

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