19/05/2026

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Indústria de Ração Animal do Brasil Reduz Previsão de Produção em 2025 após Gripe Aviária

REUTERS/Rodolfo Buhrer

Produção de ração é revisada para 93,7 mi t após caso de gripe aviária

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A indústria de ração animal no Brasil produzirá um pouco menos do que a expectativa em 2025, após um caso de gripe aviária em maio no país ter prejudicado as exportações de carne de frango, de acordo com avaliação do Sindirações divulgada nesta quarta-feira (10).

Agora o sindicato que reúne as empresas produtoras estima que a produção de ração animal e suplementos no Brasil atingirá 93,7 milhões de toneladas, versus uma projeção de 94 milhões divulgada em maio, pouco antes do registro do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial.

A avicultura de corte é a principal consumidora de ração no Brasil. Por conta do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que já foi resolvido mas afetou embarques principalmente entre junho e julho, as exportações brasileiras de carne de frango devem recuar em 2025, segundo estimativa recente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Apesar de a maioria dos importadores já ter retomado compras, a grande importadora China ainda não anunciou retorno de compras do produto brasileiro.

“Estou levando em conta o que tenho ouvido, as expectativas e previsões da ABPA”, disse o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, à Reuters.

A produção total prevista ainda seria um aumento de 2,9% na comparação anual.

De acordo com Zani, a demanda proveniente da avicultura de corte atingiu o consumo de 18,9 milhões de toneladas de rações no primeiro semestre de 2025, com um crescimento “tímido”.

“Foi impactado principalmente pelo ritmo das exportações, que sofreram restrições em decorrência dos embargos impostos após a identificação de focos de influenza aviária”, comentou.

De outro lado, ele disse que a pecuária de corte, com expectativa favorável de confinamento, compensou parte do desempenho da avicultura.

Zani também citou que o setor de avicultura de postura registrou um avanço de 3,3% no alojamento de poedeiras comerciais durante o primeiro semestre, o que se refletiu diretamente na demanda por rações, que atingiu 3,7 milhões de toneladas no período, demonstrando “uma alta mais expressiva em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior”.

A produção de rações destinadas à suinocultura registrou uma evolução considerada “razoável” durante o primeiro semestre de 2025, totalizando 10,6 milhões de toneladas.

 

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