As exportações brasileiras de proteína animal encerraram o mês de abril de 2026 com resultados sólidos, reafirmando o papel do Brasil como um importante polo global de produção de alimentos.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os setores de aves e suínos registraram crescimento conjunto em volume e receita cambial na comparação anual:
- Carne de frango: 486 mil toneladas embarcadas (alta de 2,2%);
- Carne suína: 140 mil toneladas exportadas (avanço de 8,3%).
No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho é ainda mais robusto. A avicultura já soma 1,943 milhão de toneladas exportadas em 2026, gerando uma receita de US$ 3,7 bilhões. Já a suinocultura ultrapassou a marca de meio milhão de toneladas no período, com um faturamento que superou os US$ 1,2 bilhão, consolidando um crescimento de 14,1% em relação ao início de 2025.
Ásia e México puxam exportações de frango
A China segue como o destino número um da carne de frango brasileira, absorvendo mais de 52 mil toneladas apenas em abril. No entanto, o destaque do mês foi a diversificação de mercados. O Japão ampliou suas compras em 13,1%, enquanto a União Europeia registrou um salto de 23% na demanda.
Contudo, o crescimento mais relevante veio do México, que elevou suas importações em 50,2%, consolidando-se como um parceiro estratégico para o escoamento da produção nacional.
Na avaliação do presidente da ABPA, Ricardo Santin, apesar dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que elevaram os custos operacionais e dificultaram as rotas de transporte, a indústria brasileira demonstrou resiliência.
Segundo ele, o abastecimento de mercados tradicionais, como a Arábia Saudita, foi mantido com eficiência, provando a capacidade logística das empresas brasileiras em contornar crises internacionais para honrar contratos e garantir a segurança alimentar de seus parceiros.
Suinocultura amplia no mercado asiático
Na carne suína, a estratégia de expansão no mercado asiático tem colhido frutos. As Filipinas continuam sendo o grande destaque de crescimento, seguidas de perto pelo Japão, que tem buscado no Brasil produtos de maior valor agregado.
Além dos vizinhos Chile e Argentina, Hong Kong também contribuiu para o faturamento de US$ 328 milhões registrado em abril.
Para a ABPA, a competitividade da proteína animal brasileira reside na sua adaptabilidade. Mesmo diante de oscilações econômicas globais e custos logísticos elevados, o setor mantém o foco na consolidação dos mercados asiáticos e na abertura de novas frentes de exportação.
Para o restante de 2026, a expectativa é de continuidade na curva de crescimento, com o Brasil ocupando espaços deixados por concorrentes que enfrentam maiores dificuldades sanitárias e de custos de produção.
*Sob supervisão de Victor Faverin
O post Exportações de carnes suína e de frango crescem em volume e receita em abril apareceu primeiro em Interligados.