25/08/2026

25/08/2026

Expectativa sobre safra no Brasil derruba preços do café em Nova York.

Queda reflete expectativa de uma safra robusta no Brasil, com operadores adotando postura cautelosa antes dos dados da Conab e do USDA.

Os contratos futuros do café arábica registraram nova queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) nesta terça-feira, refletindo a cautela dos investidores diante da expectativa por informações mais concretas sobre a safra brasileira. O contrato com vencimento em julho caiu 1,7%, sendo negociado a cerca de US$ 1,89 por libra-peso.

O mercado internacional aguarda com atenção os próximos dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que devem trazer atualizações sobre o volume e a qualidade da colheita de 2025 no Brasil principal produtor e exportador mundial da commodity.

Clima favorável pressiona preços

Relatos de condições climáticas positivas em importantes regiões produtoras como Minas Gerais e Espírito Santo têm aumentado a confiança em uma safra robusta. A ausência de geadas e o regime regular de chuvas durante o desenvolvimento dos grãos contribuem para essa percepção de uma oferta maior, o que tende a pressionar os preços para baixo.

“O mercado opera com viés de baixa justamente porque ainda não há sinais de problemas sérios na produção brasileira. Mas a incerteza continua até que os números oficiais sejam divulgados”, explica um analista da Safras & Mercado.

Volatilidade e câmbio também influenciam

Além do clima, o câmbio continua sendo um fator de influência importante. Um real mais valorizado frente ao dólar, como vem ocorrendo nos últimos dias, torna o café brasileiro relativamente mais caro para compradores internacionais, o que pode reduzir a competitividade do produto.

Com isso, operadores preferem adotar uma postura mais defensiva, aguardando com prudência os próximos movimentos do mercado.

Expectativa para as próximas semanas

O período entre maio e julho é crucial para o mercado de café, pois marca o início da colheita no Brasil. Qualquer notícia sobre problemas climáticos, atraso na colheita ou mudanças nas estimativas de produção pode gerar forte volatilidade nas cotações internacionais.

Enquanto isso, os consumidores e torrefadores globais seguem atentos aos desdobramentos, acompanhando de perto cada nova informação que venha do cinturão cafeeiro brasileiro.