15/04/2026

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EUA Registram Primeiro Caso de Nova Cepa de Gripe Aviária em Humanos; o Que Você Precisa Saber

DIGICOMPHOTO_Getty

Cepa H5N1 é a mais comum e agora foi detectada em humano a H5N5

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Um morador do estado de Washington, nos Estados Unidos, foi hospitalizado com uma cepa de gripe aviária que não havia sido observada antes em humanos, segundo o Departamento de Saúde deste Estado americano.

Desde 2024, houve 70 casos humanos de gripe aviária registrados nos Estados Unidos, todos relacionados à cepa altamente patogênica H5N1 do vírus. O caso em questão, do morador do estado de Washington, resultou de infecção pela cepa H5N5 da gripe aviária, o que faz dele o primeiro caso humano relatado nos Estados Unidos. Acredita-se que a cepa H5N5 não represente uma ameaça maior à saúde humana do que a cepa H5N1, mais comum.

O morador de Washington era um idoso com doenças crônicas que teve contato com aves silvestres de um plantel de quintal, segundo a CBS News. O paciente apresentou febre alta, confusão e dificuldade respiratória, de acordo com a Scripps News.

Dos agora 71 casos que ocorreram desde 2024 nos EUA, apenas 1 pessoa morreu, e o risco geral para o público é considerado baixo, segundo o CDC. Veja o que saber sobre a gripe aviária:

Como ela se espalha?

A maioria dos casos de gripe aviária ocorre a partir do contato direto com animais infectados, principalmente aves de criação e gado leiteiro. Os humanos podem adquirir a infecção quando interagem com fluidos corporais de animais infectados, como saliva, fezes e gotículas respiratórias.

As pessoas podem introduzir o vírus no próprio corpo ao tocar esses fluidos corporais com as mãos e depois levar as mãos aos olhos, nariz ou boca. Além disso, é possível se infectar ao inalar pequenas partículas de poeira em ambientes onde vivem animais que abrigam o vírus.

Devemos nos preocupar com uma futura pandemia?

É altamente improvável que a gripe aviária atinja potencial de pandemia, sobretudo porque não há casos de transmissão sustentada de pessoa para pessoa desse vírus nos Estados Unidos.

Isso seria necessário, assim como ocorreu na pandemia de Covid 19, para que uma pandemia se estabelecesse. Esse é um dos motivos pelos quais uma futura pandemia é considerada pouco provável.

No entanto, isso não significa que uma futura pandemia não possa ocorrer, já que os vírus sofrem mutações de forma aleatória. Em teoria, o vírus da gripe aviária poderia sofrer mutações que o tornassem mais eficiente para infectar seres humanos e se espalhar, causando uma transmissão mais sustentada de pessoa para pessoa. Esse é exatamente o motivo pelo qual a situação da gripe aviária precisa de monitoramento próximo por parte do CDC e de outras agências federais de saúde.

Vale destacar que o governo Trump cancelou recentemente planos para desenvolver uma vacina contra a gripe aviária, alegando preocupações de segurança com a tecnologia de mRNA que seria utilizada. Isso deixaria os Estados Unidos menos preparados para uma pandemia no caso de a gripe aviária começar a se espalhar de forma mais rápida entre humanos.

Como o público pode se manter seguro?

A melhor forma de evitar infecção por gripe aviária é não manter contato direto com aves silvestres, aves de criação e gado leiteiro. O CDC também recomenda que pessoas que precisam trabalhar com animais usem equipamentos de proteção individual, como luvas, óculos de proteção e máscaras adequadas, como máscaras N 95 ou KN 95, para reduzir a chance de inalação de partículas virais.

Desinfetar áreas expostas a fezes de aves com água sanitária ou um desinfetante comercial como spray Lysol também pode reduzir a disseminação do vírus. Por fim, lavar as mãos por pelo menos 20 segundos de forma regular deve ser um hábito constante para agricultores e pessoas que lidam com animais com alto risco de portar a gripe aviária.

Entenda a gripe aviária no Brasil

A influenza aviária de alta patogenicidade foi identificada no Brasil pela primeira vez em 2023, em aves silvestres no Espírito Santo, com registros posteriores em outras áreas litorâneas e na região Sul. Desde então, a maior parte dos casos confirmados está ligada à fauna silvestre e a pequenas criações de subsistência que passam por monitoramento contínuo dos serviços oficiais de defesa sanitária.

Em 2025, foi confirmado um único foco em plantel comercial de aves, em uma granja de matrizes de frango em Montenegro, no Rio Grande do Sul. As autoridades determinaram o abate do plantel afetado, a desinfecção completa das instalações e restrições de movimentação na região. Sem novos registros em granjas, o Brasil  recuperou o status de país livre de gripe aviária em sistemas comerciais junto à Organização Mundial de Saúde Animal.

No campo da saúde humana, o país segue sem casos confirmados de gripe aviária. O Ministério da Saúde classifica o risco para a população como baixo e concentra a vigilância em pessoas que trabalham diretamente com aves e outros animais potencialmente expostos ao vírus. As orientações oficiais reforçam que carne de frango e ovos inspecionados, preparados com cozimento adequado, permanecem seguros para consumo.

Para preservar esse cenário, o governo e as entidades técnicas recomendam que produtores reforcem práticas de biosseguridade, limitem o acesso às granjas, reduzam o contato entre aves comerciais e aves silvestres, mantenham rigor na higienização de veículos e equipamentos e notifiquem rapidamente qualquer mortalidade incomum.

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