Pesquisadores avançam no desenvolvimento do “metanol verde”, combustível promissor à base de CO2. Além de ser usado na indústria, ele poderá em breve abastecer carros e navios.
Em um mundo que busca desesperadamente soluções para as mudanças climáticas, para um grupo de cientistas, a resposta para a mobilidade sustentável pode estar pairando no ar literalmente.
Na alemã Lindau, uma cidade no estado da Baviera com vastos vales e lagos que parecem saídos de um conto de fadas, uma empresa está transformando gás carbônico em combustível verde.
Eles utilizam o CO2 para produzir o que foi apelidado de “metanol verde”, um composto químico que várias indústrias consideram uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis.
Para isso, Prock e sua equipe utilizam a “captura direta de ar”, ou DAC, uma tecnologia que filtra CO2 da atmosfera e o torna adequado para fins industriais. Embora pareça algo saído de um livro de ficção científica, a tecnologia existe há mais de 10 anos, mas nunca esteve disponível em larga escala e para esses propósitos.
Apoio e as atuais pesquisas podem acelerar o processo. “Outras tecnologias de baixo carbono, como as baterias ou placas solares, tiveram grande redução de custo no passado recente. Espera-se que isso também aconteça em breve com o DAC”, explica Mas Herrador.
Por enquanto, Prock e sua equipe estão testando carros Tesla modificados para funcionar como híbridos. Eles combinaram uma bateria elétrica menor com um motor a metanol e estão colocando os veículos para rodar nas ruas de Lindau.
“Veículos elétricos geralmente têm uma bateria cara e pesada. Com nossos modelos híbridos, os custos de fabricação são reduzidos mais ou menos pela metade”, diz Frank Obrist, CEO e fundador do Obrist Group. “A ideia é oferecer veículos desse tipo por 25 mil euros (R$ 138,6 mil) para o cidadão médio.”