14/04/2026

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Decisões Cruciais a Três Meses da Conferência

Anderson Coelho_Getty

Conselhão se reúne em Manaus para decisões sobre a COP30

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O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, realizará nos dias 19 e 20 de agosto, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus, o Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP30. A programação, organizada em parceria com universidades, instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e institutos federais da Amazônia Legal, contará com a presença do embaixador André Côrrea do Lago, presidente da COP30 no Brasil.

O Conselhão é um colegiado consultivo que assessora diretamente o Presidente da República. Foi criado em 2003, extinto em 2019 e retomado em janeiro de 2023, com a inclusão do termo “Sustentável” em seu nome para integrar a agenda climática às discussões de desenvolvimento econômico e social.

O evento em Manaus terá como ponto central a apresentação de um documento construído por 40 instituições, reunindo propostas e soluções para compor a Agenda de Ação do Mutirão Global contra a Mudança do Clima, com horizonte de 2025 a 2035, e para subsidiar os debates da COP30, prevista para novembro, em Belém.

A coordenação envolve a UFAM, a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes – Norte), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF – Norte), a Embrapa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS), o Instituto Evandro Chagas (IEC/MS), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Rede de Universidades Estaduais da Amazônia Legal (ABRUEM).

Os temas em pauta incluem transição nos setores de energia, indústria e transporte; gestão sustentável de florestas, oceanos e biodiversidade; transformação da agricultura e dos sistemas alimentares; resiliência em cidades, infraestrutura e recursos hídricos; desenvolvimento humano e social; e objetivos transversais, como financiamento, inovação e governança.

COP30 a menos de três meses

A menos de três meses da COP30, Belém se prepara para receber a conferência climática em um momento em que o Brasil tenta reposicionar sua imagem no cenário internacional. O país aposta em uma edição marcada pela retomada do multilateralismo e pela execução de compromissos, e não apenas pelo fechamento de acordos formais. A proposta é que a conferência, agendada para novembro, avance na implementação das metas do Acordo de Paris e promova ações concretas de adaptação, mitigação e financiamento climático.

O desafio, porém, vai além das fronteiras nacionais. Muitos países ainda não apresentaram suas novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), documento central para atualizar os compromissos de redução de emissões. A lentidão global na revisão dessas metas gera reticência entre negociadores e especialistas, que veem o risco de uma COP com grandes expectativas, mas resultados limitados.

No plano financeiro, o Brasil pretende usar a conferência para impulsionar o “Roadmap Baku–Belém”, que prevê a mobilização de US$ 1,3 trilhão até 2030, e lançar o Tropical Forests Forever Facility, com previsão de US$ 125 bilhões para conservação de florestas tropicais. A meta é reforçar o papel do país como articulador de recursos para a transição climática, especialmente em países do Sul Global. Ainda assim, o histórico de dificuldades na governança de fundos e na alocação eficiente desses recursos levanta questionamentos sobre a capacidade de execução.

Além da agenda diplomática e financeira, a COP30 enfrenta um conjunto de obstáculos estruturais e logísticos. A rede hoteleira de Belém é limitada e, diante da alta demanda, registrou aumento expressivo nos preços, em alguns casos com diárias cotadas em valores equivalentes aos praticados em grandes centros internacionais.

Para ampliar a capacidade, o governo e a prefeitura recorrem a soluções alternativas, como uso temporário de embarcações, escolas e construção de novos hotéis. As obras de mobilidade urbana e de requalificação da cidade estão em ritmo acelerado, mas parte delas é alvo de críticas de ambientalistas por impactos sobre áreas sensíveis.

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