15/04/2026

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De Onde Vem o Melhor Queijo do Mundo, Segundo o World Cheese Awards

Gabriel Monnet/AFP/ForbesCrot

O Vorderfultigen Spezial vencedor foi produzido na Bergkaserei Vorderfultigen

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O gruyère suíço foi eleito o melhor queijo do mundo em 2025 na quinta-feira (13), superando a concorrência de mais de 5.000 queijos de 46 países.

O Vorderfultigen Spezial, maturado por 18 meses e produzido na Bergkaserei Vorderfultigen, conquistou o título no concurso World Cheese Awards realizado na capital suíça, Berna.

O queijo vencedor vem de uma queijaria de montanha na região pré-alpina de Gantrisch, ao sul de Berna. O juiz da grande final, Perry Wakeman, disse que se trata de um queijo “pelo qual as pessoas poderiam se entusiasmar de verdade”.

“É um grande queijo, muita coisa acontece ali. A textura é maravilhosa, esfarela entre os dedos, os cristais nele são tão delicados”, descreveu. “É impressionante. Deixa uma forte impressão.”

Aparência, cheiro e sabor

Esta é a primeira vez que o concurso, criado em 1988 pela organização britânica Guild of Fine Food, é realizado na Suíça, embora o gruyère já tenha conquistado o prêmio principal cinco vezes antes.

Em mesas intermináveis cobertas com toalhas de mesa brancas, 5.244 produtos foram provados por um júri internacional composto por 265 especialistas, produtores, chefs, compradores, comerciantes e jornalistas de mais de 40 países, identificados por aventais amarelos.

De Onde Vem o Melhor Queijo do Mundo, Segundo o World Cheese Awards

Gabriel Monnet/AFP/ForbesCrt

O produtor de queijo polonês Kuba Maziarczyk, membro do super júri, cheira um pedaço de queijo

“Em primeiro lugar, observamos a aparência do queijo, como ele se apresenta por fora e por dentro”, explicou o queijeiro polonês Kuba Maziarczyk, um dos jurados da final.

O segundo passo é o “nariz: todos os cheiros que o queijo libera”. Por fim, o sabor é decisivo. Os juízes primeiro selecionaram os queijos mais marcantes, depois fizeram uma segunda rodada e a escolha final coube a um “super júri” formado por jurados de 14 países.

O queijo precisa refletir o seu terroir, precisa ser equilibrado em sabor, aroma e cheiro”, disse o juiz francês Laurent Dubois. “Não pode ser nem velho demais nem jovem demais. O produto é sempre uma questão de harmonia. Por isso, os melhores queijos muitas vezes são aqueles com longa tradição.”

Promoção dos pequenos produtores de queijo

Cerca de 2.000 pessoas acompanharam a degustação no pavilhão de exposições Festhalle, em Berna. “Temos queijos azuis, queijos duros, todos os estilos possíveis. Isso torna tudo incrivelmente interessante”, disse o juiz britânico Nigel Barden, especialista em comida e bebida da BBC. “Quando você pensa que o paladar já se cansou, aparece um queijo que o encanta por completo. Essa é a magia do concurso World Cheese Awards.”

O diretor da Guild of Fine Food, John Farrand, disse à AFP que os prêmios foram criados para promover os pequenos produtores. Nos anos 1980, afirma ele, a produção de leite se tornou “bastante centralizada”. “Talvez tenhamos esquecido a ligação entre a terra, o leite, o animal, a fazenda e, por fim, o próprio queijo.”

O concurso foi criado para “lembrar ao mundo que, na produção desses lácteos, o pequeno pode ser maravilhoso”. A próxima edição do concurso World Cheese Awards será realizada em Córdoba, na Espanha. O Brasil país conquistou 31 medalhas, sendo 4 ouros, 14 pratas e 13 bronzes no concurso.

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