21/04/2026

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Como o Sistema Funciona e Quais São as Alternativas Globais

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Presente em celulares, carros, relógios inteligentes, aviões e navios, o GPS é hoje uma tecnologia indispensável. No entanto, poucos sabem como o sistema de geolocalização funciona, qual é sua origem e por que ele não pode simplesmente ser desligado.

A sigla GPS vem de “Global Positioning System” (Sistema de Posicionamento Global, em português), uma rede de 31 satélites que orbitam a Terra em trajetórias precisas. Esses dispositivos emitem sinais contínuos, que são captados por dispositivos receptores — como um sistema de navegação veicular — sem distinções ou restrições específicas.

O sistema foi criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. A intenção era permitir que forças armadas norte-americanas pudessem se orientar com precisão em qualquer parte do mundo, mesmo em locais remotos ou sem pontos de referência.

Apenas em 1983, após o abatimento de um avião comercial sul-coreano que havia se desviado da rota e invadido espaço aéreo soviético, os Estados Unidos decidiram liberar o acesso ao sistema para uso civil, como forma de evitar tragédias similares. Porém, o público teria acesso reduzido e com uma distância de 100 metros da posição exata, uma pequena vantagem para os militares norte-americanos. Apenas em 2000 a limitação foi revogada.

Imagem ilustrativa do planeta Terra conectado por meio de linhas invisíveis possibilitadas pelas redes de GPS

Preocupações recentes e a (im)possibilidade de bloqueio

Recentemente, fontes relataram ao jornal Folha de São Paulo que sanções mais duras contra o Brasil poderiam surgir, com a escalada da tensão entre Donald Trump, Lula e Alexandre de Moraes. Entre as possibilidades levantadas, um eventual bloqueio do uso de satélites e GPS.

A menção gerou dúvidas sobre a viabilidade técnica e os impactos de uma medida desse tipo. À BBC Brasil, especialistas em telecomunicações afirmam, no entanto, que o sinal do GPS é transmitido de forma simultânea para todo o planeta, tornando tecnicamente inviável restringi-lo apenas a um país específico sem afetar regiões vizinhas ou comprometer o próprio funcionamento global do sistema.

Qualquer alteração nesse sentido exigiria mudanças estruturais na forma como os sinais são emitidos pelos satélites — algo considerado altamente improvável, especialmente no curto prazo.

Galileo, GLONASS e BeiDou: alternativas viáveis

Todavia, tecnicamente, os Estados Unidos poderiam degradar o sinal do GPS para uso civil — como já fizeram no passado.

Por outro lado, seria uma medida extrema e altamente impopular, pois afetaria aliados, multinacionais e comprometeria a própria credibilidade do sistema norte-americano.

Além disso, existem hoje alternativas ao GPS, como o sistema europeu Galileo, o chinês BeiDou e o russo GLONASS. O Brasil também participa do sistema regional sul-americano de monitoramento por satélite, em cooperação com países como a Argentina.

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