20/05/2026

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Como a Inteligência Artificial Virou o Novo Engenheiro de Pista


A IBM trabalha com a Ferrari em quatro frentes principais: engajamento de fãs, uso aplicado de inteligência artificial, consultoria em tecnologia e infraestrutura.

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A Fórmula 1 sempre foi sinônimo de velocidade, precisão e inovação, mas, nos últimos anos, a tecnologia que impulsiona os carros também passou a impulsionar a experiência dos torcedores. Em um esporte onde milissegundos definem vitórias, os dados viraram o novo combustível, e a inteligência artificial, o principal engenheiro de corrida.

Quem explica essa revolução é Fabrício Lira, Diretor de Inteligência Artificial e Dados da IBM Brasil, companhia que colabora com a Escuderia Ferrari em diversas frentes. Segundo ele, o segredo está em transformar o mar de informações geradas a cada volta em conhecimento acionável.

“Hoje, cada corrida é acompanhada por dados vindos da pista, de enquetes dentro dos aplicativos e de bancos históricos que remontam décadas do esporte. Quando você combina tudo isso, cria visões poderosas e isso é muito parecido com o que imaginamos para o futuro das empresas”, afirma Lira.

Os dados de telemetria, como desgaste de pneus, velocidades e desempenho por volta, se misturam a indicadores menos óbvios, como o nível de emoção dos torcedores e o engajamento nas plataformas digitais. “Não é apenas engenharia. É emoção e engajamento. Antes, tínhamos um torcedor de fim de semana; agora temos um torcedor do ano inteiro”, explica o executivo.

A IBM trabalha com a Ferrari em quatro frentes principais: engajamento de fãs, uso aplicado de inteligência artificial, consultoria em tecnologia e infraestrutura. Em todas elas, o uso inteligente dos dados é o elo comum. “Quando colocamos todas essas informações dentro da plataforma, conseguimos criar conteúdos poderosos e acompanhar o impacto em tempo real. A IA ajuda a entender o que emociona o público e a melhorar o desempenho nas pistas”, diz Lira.

As análises também são aplicadas diretamente na estratégia de corrida. Modelos de IA ajudam a prever o desgaste dos pneus, definir o melhor momento para paradas e comparar o desempenho entre pilotos. “O dado em si é simples, são sensores e leituras no tempo e no espaço. O que muda tudo é a combinação deles e a geração de insights. É isso que transforma o dado em decisão”, afirma.

Mas a inovação não para nas pistas. A inteligência artificial está ajudando a Fórmula 1 a dialogar com novas gerações de fãs, cada vez mais diversas e conectadas. Jovens, mulheres e novos públicos estão redescobrindo o esporte “O mais fascinante desse momento é ver como a tecnologia permite experiências mais imersivas e compreensivas. A IA entende diferentes perfis e ajusta as interações de acordo com o tipo de público. Isso cria conexões mais humanas e autênticas”, diz Lira.

Para o executivo, a grande virada está na combinação entre emoção e raciocínio analítico. “O segredo não está apenas nos dados, mas em como combiná-los para gerar significado”, conclui. Na Fórmula 1, como nos negócios, o futuro pertence a quem souber traduzir dados em emoção e velocidade em inteligência.

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