20/05/2026

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Com guerra, Suzano prevê aumento nos preços globais de papel higiênico e lenços

A Suzano afirmou nesta sexta-feira (10) que os preços globais de papel higiênico, lenços de papel e fraldas subirão, à medida que as empresas buscam cobrir os custos mais elevados de transporte e produtos químicos caso a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã continue.

A Suzano, que tem uma capitalização de mercado superior a US$ 60 bilhões (R$ 301,3 bilhões), é a maior produtora mundial de celulose utilizada na fabricação dos produtos da Kimberly-Clark, como papel higiênico Cottonelle, lenços de papel Kleenex, absorventes higiênicos, fraldas e embalagens de papelão para itens de uso diário.

A guerra com o Irã provocou um aumento nos preços do petróleo e elevou os custos de transporte marítimo, rodoviário, ferroviário e de produtos químicos da Suzano.

“Com certeza haverá um aumento de custos em todo o sistema, em toda a cadeia de valor”, disse Paulo Leime, diretor-geral da Suzano para a Europa, Oriente Médio e África, à Reuters.

“Isso pressionará ospreçosdopapel”, disseLeime. “Seessa crisecontinuar…a inflaçãodeverá retornar a vários produtos, não apenaspapelelençosdepapel.”

Ele nãodeudetalhes sobre o cronogramadequando ospreçospoderiamcomeçar a subir.Seuscomentários fazem partedeuma preocupação generalizadadeque a alta dospreçosdealimentos, gasolina e produtos básicos irá alimentar a inflação, aumentando a pressão sobre as famílias.

Ele acrescentou que aSuzanoseprotegeu contra oaumentodospreçosdealgumas matérias-primas, incluindo o petróleo, mas os custos indiretos também estão aumentando para produtos químicos essenciais à produçãodecelulose,como soda cáustica e ácido sulfúrico.

Ele também alertou que houve um “impacto significativo”nosnegócios no Oriente Médio, ondea empresadetém uma grandeparticipaçãonosmercadosdeDubai, Abu Dhabi, Barein e Catar.

A disparada dos preços da energia é particularmente prejudicial para o setor de celulose, o quarto setor industrial mais intensivo em energia. As ações da empresa caíram mais de 15% desde o início da guerra.

Leime afirmou que a produção daSuzanonãoseria afetada peloaumentodospreçosda energia, pois suas unidades industriais são 100% autossuficientes em energia.

“Os principais impactos são no custo do combustível”, disse Leime.

ASuzanoagora está enviando celulosedestinada ao Oriente Médio pelo Mediterrâneo, atravessando o CanaldeSuez e pagando por um transporte rodoviário “caro” pela Arábia Saudita e Jordânia, disseLeime.

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