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Acessibilidade
O Google anunciou oficialmente o lançamento dos Google AI Glasses para 2026, marcando sua volta ao segmento de wearables inteligentes. O dispositivo será lançado em duas versões: uma com interação apenas por áudio e outra com display embutido nas lentes, capaz de exibir traduções em tempo real, rotas de navegação e informações multimodais.
O grande diferencial dos novos óculos está na integração com o Gemini, que permitirá experiências multimodais, desde suporte em reuniões no Google Meet até tradução instantânea de idiomas. Além disso, a colaboração com marcas de moda busca resolver um dos maiores desafios dos óculos inteligentes: a aceitação estética. Nesse sentido, o Google pretende transformar o dispositivo em um acessório cotidiano, e não apenas em uma ferramenta tecnológica.
O fracasso do Google Glass e a segunda chance
É importante lembrar que esta não é a primeira tentativa do Google no mercado de óculos inteligentes. Em 2013, a empresa lançou o Google Glass, um dispositivo que prometia revolucionar a interação com a tecnologia. No entanto, o produto enfrentou diversos obstáculos, como preocupações com privacidade, limitações técnicas e baixa aceitação estética.
Apesar de ter sido reposicionado para uso corporativo, o projeto acabou sendo descontinuado em 2023. Agora, com o Google AI Glasses, a empresa busca corrigir os erros do passado e apresentar uma solução mais madura e alinhada às expectativas atuais dos consumidores.
Concorrência acirrada com Meta e Apple
O mercado de óculos inteligentes já está em movimento e o Google não está sozinho nessa disputa. A Meta, em parceria com a EssilorLuxottica, lançou em 2025 a versão mais recente dos Ray-Ban Meta, que incorporam um display integrado. O dispositivo permite visualizar mensagens e fotos diretamente nas lentes, ampliando a experiência de realidade aumentada e consolidando a empresa como uma das líderes do setor.
Por sua vez, a Apple prepara sua entrada com óculos de realidade aumentada previstos para 2026. O produto deve expandir o ecossistema iniciado com o Vision Pro, reforçando a estratégia da companhia de integrar hardware e software em experiências imersivas e de alto valor agregado.
Diante desse cenário, a corrida pelos óculos inteligentes com IA se configura como o próximo grande campo de batalha das big techs.