01/07/2026

01/07/2026

Search
Close this search box.

BTG Vê Risco de Calote no Agro Pressionando Banco do Brasil no 2º Trimestre

O Banco do Brasil deve chegar ao balanço do segundo trimestre sob nova pressão do crédito rural. Relatório do BTG Pactual afirma que produtores têm atrasado pagamentos à espera de uma possível renegociação de dívidas do agro no Congresso.

Em maio, o banco estatal informou que teve um dos piores trimestres de sua história recente. O lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 54%, em meio à piora da inadimplência no agronegócio. Os atrasos acima de 90 dias no setor chegaram a 6,22% da carteira, e o banco elevou as provisões para perdas a R$ 16,8 bilhões. O BB teve retorno sobre patrimônio de 7,3% e revisou suas projeções para 2026 diante da piora do risco de crédito no agronegócio.

O relatório do BTG indica que a piora apareceu em maio e junho, período importante para a cobrança de financiamentos rurais. O banco diz que a discussão pode estar criando um “risco moral”, ou seja um incentivo para que produtores deixem de pagar agora na expectativa de condições melhores depois.

Os analistas afirmam que os devedores podem estar “postergando racionalmente pagamentos” enquanto aguardam alguma medida de alívio.

O alerta pesa mais sobre o Banco do Brasil por causa do tamanho da carteira no setor. O banco tem R$ 155,6 bilhões em vencimentos esperados na carteira de produtores rurais em 2026. Desse total, R$ 44,2 bilhões, ou 28,4%, vencem apenas no segundo trimestre.

A concentração também preocupa. As linhas de financiamento de safra representam 56% dos vencimentos de abril, 60% dos de maio e 63% dos de junho. Entre abril e setembro, vencem 59,4% das obrigações anuais da carteira rural do BB.

Para o BTG, esse calendário, combinado à piora no comportamento de pagamento, aponta para “pressão contínua sobre cobranças e custo de risco” no segundo trimestre. Na prática, isso significa mais dificuldade para receber os empréstimos e maior necessidade de provisões contra calotes.

O relatório também aponta um alívio pontual de capital. O TCU autorizou o reescalonamento de um instrumento híbrido de R$ 4,1 bilhões com o Tesouro, o que deve preservar 7 pontos-base de capital principal em 2026 e 2027. Ainda assim, o principal alerta para o curto prazo segue no agro

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Dólar sobe 0,92% e fecha a R$ 5,2103 no primeiro pregão de julho

O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,20 no mercado local no primeiro pregão…

IBGE divulga pesquisa sobre enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (1º), os resultados da…

Fim da subvenção não deve alterar preço do diesel em julho, avalia sindicato

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso O fim da subvenção federal ao diesel não deve…