19/05/2026

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Brics Pede Financiamento Climático de US$ 1,3 Trilhão até a COP30

M.photostock/Getty Images

A COP30, está marcada para novembro em Belém (PA).

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Os países que integram o Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, divulgaram uma declaração conjunta pedindo que as nações desenvolvidas ampliem de forma significativa o financiamento climático nesta segunda-feira (7), durante a Cúpula de Líderes do bloco, realizada no Rio de Janeiro. O grupo quer mobilizar US$ 1,3 trilhão (R$ 7,15 trilhões na cotação atual) até a COP30, marcada para novembro em Belém (PA).

Segundo o documento, há falta de ambição dos países industrializados em reduzir emissões de gases do efeito estufa e cumprir compromissos assumidos até 2020. O Brics defendeu que as metas sejam revisadas e reforçadas, com objetivo de alcançar emissões líquidas zero antes de 2050 e emissões negativas “imediatamente após”.

A declaração também menciona o compromisso com o multilateralismo e com o Acordo de Paris como base para a cooperação global sobre o clima. Para o bloco, a responsabilidade pelo financiamento recai principalmente sobre os países desenvolvidos, que devem apoiar os emergentes de maneira justa e sem agravar problemas econômicos locais.

“O financiamento para adaptação deve ser primariamente concessional, baseado em doações e acessível às comunidades locais”, diz o texto, que também alerta contra o risco de endividamento excessivo nas economias em desenvolvimento.

Os recursos devem ser direcionados a fundos vinculados à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), como o Fundo Verde para o Clima, o Fundo de Adaptação e o Fundo Global para o Meio Ambiente. O Brics também defendeu a participação do capital privado no financiamento climático, com instrumentos de crédito misto. Entre as propostas mencionadas está a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que poderá ser lançado na COP30 para apoiar a conservação de florestas.

O documento destaca ainda o papel do mercado de carbono como ferramenta para engajar o setor privado e estimular investimentos na transição de baixo carbono. O grupo manifestou interesse em cooperar para o desenvolvimento de mecanismos regulatórios e troca de experiências nessa área.

Outro ponto sensível abordado foi a rejeição a barreiras comerciais unilaterais que utilizem argumentos ambientais como justificativa. Os líderes criticaram medidas consideradas protecionistas, como ajustes de carbono nas fronteiras e exigências de rastreabilidade que, segundo o grupo, podem ter efeitos adversos sobre países em desenvolvimento e comprometer esforços globais contra o desmatamento.

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