O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta segunda-feira (11), que o modelo de Certificado Zoossanitário Internacional proposto pelo Brasil atende aos requisitos sanitários acordados entre os dois países. A medida é uma etapa regulatória para o envio de rinocerontes-indianos dentro de uma iniciativa internacional de conservação coordenada pela European Association of Zoos and Aquaria (EAZA).
Com o aval técnico do Senasa, o governo peruano dará início à publicação da norma que permitirá a emissão das permissões sanitárias de importação. Segundo o Mapa, essa aprovação não representa embarque imediato dos animais, mas estabelece a base sanitária para que o intercâmbio ocorra sob controle oficial.
Antes do envio, os exemplares deverão cumprir uma série de exigências. Entre elas, estão identificação individual, inspeção do estabelecimento de origem, isolamento por pelo menos 30 dias com supervisão veterinária oficial, realização de testes sanitários, tratamento antiparasitário e exame clínico nas 48 horas anteriores ao embarque.
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Após a chegada ao Peru, os rinocerontes ainda terão de passar por quarentena pós-entrada em estabelecimento supervisionado pelo Senasa, por no mínimo 30 dias. Por se tratar de espécie ameaçada, também será obrigatória a documentação prevista na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites).
O rinoceronte-indiano, ou rinoceronte-de-um-chifre, é uma espécie asiática classificada como vulnerável. De acordo com o conteúdo divulgado pelo Mapa, as principais ameaças são perda e fragmentação de habitat, além da caça ilegal. O programa conduzido pela EAZA busca manter populações saudáveis, sustentáveis e geneticamente viáveis sob cuidados humanos, em apoio à conservação da espécie na natureza.
O processo teve acompanhamento do adido agrícola do Brasil no Peru, Warley Campos, responsável pela interlocução com as autoridades peruanas durante a tramitação técnica.
Na prática, a definição dos requisitos sanitários organiza o fluxo regulatório para futuras transferências internacionais da espécie. O próximo passo técnico é a publicação da norma peruana de importação, que permitirá a emissão das autorizações formais exigidas para o trânsito dos animais.
Fonte: gov.br
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