A parceria agropecuária entre Brasil e China deu mais um passo estratégico em Pequim com o avanço das negociações para o envio de miúdos suínos brasileiros.
Durante encontro bilateral com a Administração Geral das Alfândegas da China, o governo brasileiro buscou fortalecer o intercâmbio comercial e garantir a fluidez dos acordos sanitários.
A comitiva nacional buscou reforçar o compromisso do Brasil como um fornecedor confiável de alimentos seguros, reconhecendo a nação asiática como uma parceira fundamental também no fornecimento de insumos essenciais para a agricultura do país.
Excesso de oferta muda o mercado chinês
Apesar do avanço diplomático e da nova habilitação em curso, o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias salienta que o mercado exige cautela dos produtores brasileiros.
Segundo ele, o gigante asiático atravessa um período de saturação na oferta interna de carne suína. Assim, o governo local vem adotando medidas de controle e retomou o trabalho com reservas estatais para tentar equilibrar os estoques internos.
“Essa conjuntura indica que um salto imediato nos volumes de exportação do Brasil para o país asiático é pouco provável no curto prazo”, constata o especialista.
Preços menores exigem planejamento
Iglesias reforça, ainda, que o comportamento dos preços internacionais reflete essa abundância de produtos. Historicamente, a China pagava valores superiores pela carne suína em comparação a outros importadores globais. No cenário atual, os valores praticados pelos compradores do país estão abaixo da média do restante do mercado.
O analista destaca que diante do grande volume disponível, o país começa a mudar seu perfil comercial e ensaia uma transição para atuar também como exportador da proteína, em uma tentativa clara de escoar sua produção excedente.
*Sob supervisão de Victor Faverin
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