Reconhecimento internacional impulsiona o agronegócio brasileiro e abre novas oportunidades no mercado global de carnes.
O Brasil acaba de alcançar um marco histórico na saúde animal: foi oficialmente reconhecido como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O anúncio foi feito durante a 91ª Sessão Geral da entidade, realizada em Paris, no início de junho de 2025.
Essa conquista coloca o Brasil em um seleto grupo de países com alto padrão sanitário e representa um passo decisivo para a expansão do agronegócio nacional. O status sanitário é essencial para garantir acesso a mercados exigentes, como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, que pagam mais pela carne de regiões livres da doença.
Estados certificados
A nova certificação abrange os seguintes estados brasileiros:
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Acre
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Amazonas
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Espírito Santo
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Goiás
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Mato Grosso
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Mato Grosso do Sul
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Minas Gerais
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Rondônia
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Tocantins
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Distrito Federal
Esses estados se juntam a Santa Catarina, que já era reconhecido como livre da doença sem vacinação desde 2007. Juntas, essas regiões respondem por mais de 40% do rebanho bovino brasileiro, o que eleva o potencial de exportação do país.
O que é a febre aftosa?
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Embora não represente risco direto à saúde humana, a doença causa grandes prejuízos econômicos devido às restrições comerciais impostas aos países afetados.
Eliminar a vacinação e ainda assim manter o controle da doença é um sinal de eficiência na vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras.
Benefícios econômicos
O reconhecimento traz diversos benefícios para o setor agropecuário brasileiro:
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Valorização da carne nacional no mercado internacional
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Abertura de novos mercados, especialmente os mais exigentes em termos sanitários
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Redução dos custos com vacinação e campanhas de controle
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Fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a expectativa é que a certificação impulsione as exportações de carne bovina e suína e amplie o faturamento do setor nos próximos anos.
Manutenção do status exige vigilância
Apesar da conquista, especialistas alertam que o trabalho continua. O Brasil precisa manter sistemas rigorosos de vigilância epidemiológica para prevenir possíveis surtos e garantir a continuidade do status sanitário.
“A responsabilidade agora é ainda maior. Precisamos seguir investindo em fiscalização, controle de fronteiras e capacitação técnica”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Um novo patamar para a pecuária brasileira
O reconhecimento da OMSA representa uma nova era para a pecuária brasileira. Além de fortalecer a posição do país como um dos maiores exportadores de carne do mundo, também demonstra a capacidade técnica do Brasil em lidar com desafios sanitários complexos.
Com mercados mais valorizados à vista, o agronegócio nacional colhe os frutos de anos de trabalho conjunto entre governos, produtores e entidades sanitárias.