16/04/2026

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Brasil apresenta guia de gestão de dejetos animais na COP30

Uma publicação que mostra a contribuição do Brasil para a ação climática global no setor agropecuário foi apresentada na 30ª Conferência das Partes (COP30), em Belém.

O guia, intitulado “Gestão de dejetos da produção animal para mitigação do metano: a contribuição do Brasil para a ação climática global”, utiliza a experiência brasileira para oferecer um roteiro prático e replicável para apoiar países, especialmente do Sul Global, no desenvolvimento de estratégias nacionais de baixo carbono.

A publicação é resultado da colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto 17 e a Climate and Clean Air Coalition (CCAC).

Apresentação do guia na cop30

O lançamento internacional ocorreu durante a Roundtable – “From Livestock Waste to Climate Solutions: Policies, Technologies, and Cooperation for Methane Mitigation”, realizada no Pavilhão AgriZone, na COP30, na última quinta (13).

A sessão visou promover o diálogo e a cooperação, apresentando a experiência integrada do Brasil na redução das emissões de metano provenientes dos dejetos de animais.

A gestão de dejetos da produção animal é considerada um dos pontos de entrada mais eficazes para a mitigação dentro do setor agrícola. Os sistemas de produção pecuária estão entre as principais fontes globais de emissões de metano (CH4), um poluente climático de vida curta cujo potencial de aquecimento global é até 27 vezes superior ao do gás carbônico (CO₂) em um horizonte de 100 anos.

Roteiro para a ação global

O guia, que tem como título internacional “Animal Waste Management for Methane Mitigation: Lessons from Brazil for Global Action”, traduz a trajetória política e técnica do Brasil em um roteiro estruturado. Ele apresenta seis etapas-chave que podem ser adaptadas a diferentes realidades nacionais:

  1. Entender o contexto de produção e as fontes de emissão;
  2. Diagnosticar barreiras e condições habilitadoras para a adoção;
  3. Quantificar o potencial de mitigação e os cobenefícios relacionados;
  4. Desenvolver e demonstrar soluções técnicas e de negócios;
  5. Estabelecer estruturas para monitoramento e institucionalização;
  6. Promover cooperação, inclusão e escalabilidade.

O material foi elaborado para gestores públicos, formuladores de políticas, técnicos, pesquisadores e instituições financeiras interessadas em soluções sustentáveis, escaláveis e inclusivas.

Ele busca facilitar o aprendizado entre pares e a cooperação Sul-Sul, demonstrando que é viável conciliar segurança alimentar, inclusão social e mitigação climática.

Baixe a publicação aqui.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação do Canal Rural.

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