21/04/2026

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Brasil Adota IA com Entusiasmo, Mas Ainda sem Estratégia Clara, Aponta Thomson Reuters


Andréa Ziravello Elias, Country Leader da empresa no Brasil.

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O Brasil está entre os países com maior adesão individual à inteligência artificial, mas a falta de estratégia organizacional pode comprometer os ganhos dessa transformação. Essa é uma das principais conclusões do relatório global da Thomson Reuters sobre o futuro dos profissionais, analisado por Andréa Ziravello Elias, Country Leader da empresa no Brasil.

Segundo o estudo, 93% dos profissionais brasileiros já experimentaram ferramentas de IA — número superior à média global de 81%. No entanto, apenas 45% utilizam essas tecnologias de forma regular, e 67% afirmam que suas empresas adotam IA sem uma estratégia definida. “A adoção da IA sem uma estratégia clara pode resultar em investimentos subaproveitados e comprometer o retorno sobre a tecnologia”, alerta Andréa.

A pesquisa mostra que organizações com estratégias visíveis de IA têm 3,5 vezes mais chances de obter benefícios concretos e são duas vezes mais propensas a crescer em receita. Além disso, há riscos associados ao uso de ferramentas genéricas, que oferecem menos segurança e transparência do que soluções profissionais. “É fundamental contar com parceiros que forneçam não apenas tecnologia, mas também suporte ao desenvolvimento seguro e sustentável do negócio”, afirma.

O relatório também revela que 65% dos profissionais brasileiros já percebem benefícios da IA, como maior eficiência, respostas mais rápidas e mais tempo para tarefas estratégicas. Ainda assim, o uso desestruturado levanta um alerta: “Mesmo com alto engajamento individual, a ausência de políticas organizacionais pode comprometer a competitividade das empresas — e sua capacidade de atrair talentos”, diz Andréa.

A executiva destaca que a IA não substituirá os profissionais, mas os profissionais com proficiência em IA substituirão aqueles que não se adaptarem. “A IA deixou de ser opcional. O futuro será moldado por quem souber combinar treinamento formal, experimentação prática e aprendizado colaborativo”, afirma. Profissionais que estabelecem metas pessoais de aprendizado e buscam capacitação têm mais chances de se destacar em um mercado em transformação.

O Brasil também se destaca entre os early adopters da América Latina, ao lado da Ásia. Millennials são o grupo geracional com maior adesão à IA, adotando quase duas vezes mais que os Baby Boomers. “Esse perfil mostra uma propensão natural à experimentação, mesmo quando o investimento organizacional ainda é limitado”, observa Andréa.

Para ela, o momento exige uma mudança de mentalidade. “A IA é uma aceleradora de talentos, mas o que define o sucesso ainda são as pessoas. As empresas precisam investir em cultura, treinamento e estratégia para transformar esse entusiasmo em vantagem competitiva real.”

Com 93% dos brasileiros acreditando que a IA terá impacto elevado ou transformacional em suas profissões nos próximos cinco anos, o desafio agora é transformar essa expectativa em ação coordenada. “O futuro do trabalho já começou — e está nas mãos de quem souber moldá-lo com responsabilidade, visão e preparo”, conclui Andréa.

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