15/05/2026

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BNDES aprova R$ 6,6 milhões para regeneração de corais em três áreas da Bahia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quinta-feira (14), R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A iniciativa tem investimento total de R$ 14 milhões e integra a terceira operação da Chamada Pública BNDES Corais, voltada à recuperação de ecossistemas recifais no país.

Na Bahia, as ações estão previstas para o Parque Natural Municipal Recife de Fora, em Porto Seguro, a Reserva Extrativista Corumbau, na Costa do Descobrimento, e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. O estado também receberá uma Estação Coral Vivo de Regeneração Ambiental (ECoViRA), em Porto Seguro, associada à base de pesquisas do instituto em Arraial d’Ajuda.

Segundo o BNDES, a estação será usada para pesquisa, tratamento e regeneração de espécies coralíneas, com técnicas como propagação larval e microfragmentação, inclusive para espécies ameaçadas de extinção. O projeto também prevê monitoramento de branqueamento e mortalidade dos corais, além do acompanhamento da diversidade dos recifes para subsidiar políticas públicas de conservação e uso sustentável.

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Lançada em abril de 2024, a chamada BNDES Corais busca fortalecer a resiliência e a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 quilômetros ao longo da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. De acordo com o banco, os recifes ocupam menos de 0,1% da superfície oceânica, mas concentram cerca de um terço da biodiversidade marinha.

Na avaliação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio combina ciência, inovação e conservação ambiental. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a operação busca associar proteção da biodiversidade e inclusão social nos territórios costeiros.

Além da frente ambiental, o projeto inclui educação ambiental em escolas públicas, comunicação com comunidades e apoio a práticas de economia criativa e geração de renda. A expectativa técnica é que o monitoramento e a regeneração ampliem a capacidade de conservação de áreas relevantes para pesca, turismo e proteção costeira.

O Instituto Coral Vivo informou que o projeto contará com cooperação técnica de universidades, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Não foram detalhados, até o momento, cronograma completo de execução nem metas físicas por área atendida.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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