15/04/2026

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Bluestone Lane Corre por Fora no Jogo das Redes Globais de Cafeterias e Grão do Brasil Está no Jogo

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Nicholas Stone, fundador e atual presidente da Bluestone Lane

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Quando o The New York Times, em 7 de setembro de 2025, discutiu a influência da Starbucks e suas 17.000 lojas domésticas em uma de suas reportagens, destacou a 7 Brew Coffee e a Blank Street Coffee como rivais emergentes entre as redes de cafeterias. Mas omitiu um concorrente em ascensão, a Bluestone Lane, que possui 58 unidades nos Estados Unidos. Desse total, 52 pertencem à própria companhia e 6 são licenciadas em parcerias estratégicas.

Mas o mais importante para o crescimento da empresa é que a Bluestone Lane agora conta com um grande investimento da RSE Ventures, um fundo privado fundado por dois nomes de peso, Stephen Ross e Mark Higgins, além de aportes de escritórios familiares, apoiadores iniciais e amigos da marca.

Ross é presidente e fundador da Related Companies, uma empresa global de imóveis e estilo de vida, e Higgins é um investidor bastante respeitado (e ex-jornalista) que já foi jurado do programa “Shark Tank”. A RSE Ventures já mantém grandes investimentos na Magnolia Bakery, no Momofuku e no Brooklyn Dumpling House, nomes emergentes.

RSE Ventures: Investindo Além do Lucro Imediato

Embora muitas empresas de private equity invistam em redes de restaurantes e cafeterias com foco em vendê-las rapidamente para obter lucro, Nicholas Stone, fundador e atual presidente da Bluestone Lane, afirma que seus investidores, como a RSE Ventures, “continuam acreditando na Bluestone Lane e em nossa equipe”.

Stone ainda atua como um dos principais investidores, embora não divulgue exatamente qual porcentagem possui. Mas hoje, 1º de outubro, ele reassume o cargo de CEO, depois que diversas iniciativas estratégicas de crescimento foram implementadas. Vale registrar que no mundo corporativo nos EUA, essas duas funções são bem separadas: o CEO é o executivo de mais alto escalão, responsável pelas operações diárias, pelo desempenho financeiro e pela implementação da estratégia da empresa, enquanto o presidente preside o conselho administrativo, atua na governança corporativa, no planejamento estratégico de longo prazo e na representação da empresa perante investidores e demais partes interessadas.

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Cafeteria em Manhattan Beach, na Califórnia

Stone reconheceu que os últimos cinco anos foram desafiadores para cafeterias e cafés em razão da pandemia de Covid-19, das mudanças no trabalho remoto, do nível historicamente baixo de emprego, da inflação e das tarifas.

Franquias Podem Estar no Futuro

Diferentemente de muitas redes de café, a Bluestone Lane nunca trabalhou com franquias, apenas com licenciamento. Mas Stone afirma que “estamos muito interessados em franquias, tanto no mercado interno dos EUA quanto internacional, e temos várias oportunidades de avançar nesse sentido, dado o nosso posicionamento”.

Com raízes australianas, Stone diz que não presta muita atenção à Starbucks, líder do setor que domina o mercado doméstico. Ele reconhece que a empresa teve um papel importante na criação daquele “terceiro lugar além de casa e trabalho”, mas concentra-se em construir a própria cultura da Bluestone Lane.

Atualmente a Bluestone Lane está presente em 10 estados nos EUA, em sua maioria no Nordeste, mas também na Califórnia e no Texas, e conta com 20 lojas em Nova York, sua maior concentração. Cerca de 40% de sua receita total vem de pedidos para viagem e de entregas, divididos em 20% cada.

Trazendo a Cultura do Café Australiano para os EUA

Stone abriu a Bluestone Lane em 2013 com o objetivo declarado de “trazer o autêntico café australiano para os Estados Unidos, simbolizado por um programa de espresso especial com foco em grãos premium e um cardápio elevado de pratos preparados na hora”.

Há cerca de uma década, quando ele tinha 11 unidades, disse certa vez que nas duas primeiras cafeterias da Bluestone só contratou australianos para criar o ambiente acolhedor do “g’day mates”. Mas, na terceira loja, já não encontrava mais australianos interessados em trabalhar como baristas e precisou diversificar.

Mais recentemente, a expansão da Bluestone Lane desacelerou. Em 2024 foram abertas apenas 4 cafeterias, com 3 previstas para 2025. Stone reconhece que “o crescimento foi mais contido”.

Ao introduzir diversas iniciativas estratégicas, a meta foi “fortalecer as operações, aprimorar a experiência do cliente e expandir parcerias licenciadas de forma seletiva”, explica. Em 2026 a expectativa é acelerar e inaugurar de 10 a 12 novas unidades.

Stone afirmou que, durante esse período de crescimento mais lento, a empresa se concentrou em “aumentar o volume médio e a rentabilidade das lojas já existentes nos últimos 18 meses. Isso resultou em um aumento de 10% nas vendas das mesmas unidades”.

A empresa descreve seu cardápio como “mais sofisticado” em comparação com a maioria das redes de café. Os três itens mais populares são seu prato assinatura, o avocado smash, a tigela quente de frango com grãos ancestrais e o burrito Bluestone acompanhado de batatas picantes.

Seu café é torrado em Nova York e inclui blends do Brasil, Colômbia, Guatemala e Nicarágua. O Maverick, mistura da casa, também tem forte adesão.

A empresa ainda possui um público bastante específico. Stone afirma que 90% da clientela é local, a maioria com menos de 45 anos, e 65% são de mulheres.

Uma Divisão no Mercado de Cafeterias

Stone vê o mercado de redes de café dividido em duas metades no futuro. Algumas, como Dutch Bros., 7 Brew, Luckin e Scooters, “vão se concentrar menos em café tradicional de alta qualidade e mais em entregá-lo por meio de lojas compactas e drive-thrus”. Outras, como a Bluestone Lane, vão focar em “hospitalidade, investimento na experiência dentro da cafeteria e maior oferta de alimentos, proporcionando vivência aos clientes locais”, ele aponta.

Questionado sobre a vantagem competitiva frente à enorme concorrência, Stone responde: 1) sua experiência pautada pela hospitalidade, em que os clientes são tratados como locais; 2) a qualidade dos produtos, incluindo o café premium e o cardápio feito na hora; 3) tornar-se parte do estilo de vida do bairro, indo além de apenas servir café.

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