19/05/2026

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Agro Tem Desempenho Forte e Economia Brasileira Sobe 1,4% nos Primeiros Três Meses do Ano

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O Produto Interno Bruto (PIB) mede a aceleração da economia brasileira

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Em linha com o esperado por grande parte do mercado, a economia brasileira cresceu mais de 1% no primeiro trimestre. O grande destaque foi o setor agropecuário, que apresentou o seu melhor desempenho em dois anos. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma alta de 1,4% nos três primeiros meses do ano. Economistas consultados pela Reuters esperavam um desempenho de 1,5%. 

O desempenho mostrou ainda forte aceleração em relação ao ritmo do final do ano passado, quando o PIB expandiu 0,1% no quarto trimestre em dado revisado pelo IBGE de 0,2%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, o PIB teve expansão de 2,9%, contra expectativa de 3,2% nessa base de comparação.

A agropecuária, com peso de cerca de 6,5% na economia, foi o principal responsável pela expansão da atividade econômica nos três primeiros meses do ano, com crescimento de 12,2%% em relação ao quarto trimestre.

Esse desempenho foi o mais forte para o setor desde o primeiro trimestre de 2023. O resultado já era esperado por analistas devido às condições climáticas favoráveis, ganhos de produtividade e uma produção recorde de soja.

“Em função da supersafra no início do ano, vale estimar o crescimento desconsiderando o setor agropecuário, que apresentou alta de 0,5% na comparação trimestral. Com isso, trata-se de um PIB que ainda revela uma atividade econômica resiliente, mas menos que boa parte do mercado esperava”, aponta Gustavo Rostelato, economista da Armor Capital. 

“A agropecuária está sendo favorecida pelas condições climáticas favoráveis e conta com uma baixa base de comparação do ano passado. É esperada uma safra recorde de soja, nosso produto agrícola mais importante”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O setor de serviços, que responde por cerca de 70% da economia do país, avançou 0,3%, depois de crescer 0,2% no quarto trimestre do ano passado.

“O grande destaque dentro dos serviços … foi a atividade de serviços de informação e comunicação, especialmente devido ao aumento de Internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade cresceu mais de 38% desde a pandemia”, disse Palis, destacando o avanço de 3,0% dessa atividade no primeiro trimestre em relação ao quarto.

Por outro lado, a indústria teve retração de 0,1% no período, após oito trimestres seguidos no azul, pressionada pelos setores de transformação (-1,0%) e de construção (-0,8%)

“O setor industrial está sendo negativamente afetado pela política monetária restritiva”, disse Palis. Atualmente, a Selic se encontra no patamar de 14,75% e ainda pode avançar, dependendo do comportamento da inflação. 

Para Flavio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, o resultado de hoje não muda a visão do banco em relação ao comportamento da economia nos próximos meses. “Esperamos ainda um resultado forte da atividade econômica no 2T25, e, no segundo semestre, a economia deverá perder força – refletindo os efeitos defasados do aperto da política monetária. Os riscos para esse cenário também continuam os mesmos: novas medidas do governo que busquem limitar a desaceleração econômica e o mercado de trabalho doméstico, que segue forte”, aponta, estimando um crescimento de 2,1% para o ano — puxado pelo desempenho do agro. 

 

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