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Ao completar 70 anos de idade, Luigi Montanini foi finalmente reconhecido por seu papel fundamental na história da massa italiana. Neste ano, a Barilla, maior produtora mundial de massas que nasceu em Parma, anunciou uma nova parceria plurianual com a Fórmula 1 (F1), reconhecendo as contribuições de Montanini ao torná-lo o rosto de sua mais recente campanha publicitária, Tastes Like Family.
Há cerca de cinquenta anos, muito antes de grandes eventos esportivos como o Aberto de Tênis dos Estados Unidos e o Super Bowl da NFL serem conhecidos por atrair fãs da gastronomia aos estádios, Luigi Montanini se tornou por acaso o chef de uma equipe de corrida de Fórmula 1.
Carinhosamente conhecido como Pasticcino (um apelido da juventude), Montanini começou a servir massa, um alimento fundamental da culinária italiana cujas origens remontam aos etruscos, para pilotos, mecânicos e engenheiros nos boxes. Ele nunca imaginou que estaria consolidando um legado culinário no mundo das corridas.
A construção de um chef acidental da F1
A cidade de Maranello, localizada ao sul de Módena, na região italiana da Emília-Romanha, é a sede da gigante automobilística Ferrari. Também berço de seu lendário fundador, Enzo Ferrari, abriga o Musei Ferrari, onde fãs de automobilismo podem ver de perto os carros da Fórmula 1.
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Museu da Ferrari, em Maranello
No passado, sanduíches frios eram o combustível da maioria das equipes de corrida. Mas Enzo Ferrari acreditava que “técnicos trabalham bem se comem bem”. Por isso, Ferrari pediu a Pasticcino, um confeiteiro de Módena, que acompanhasse e alimentasse sua equipe, a Scuderia Ferrari, hoje considerada a mais antiga e bem-sucedida equipe de Fórmula 1 da história.
Durante doze anos, cozinhando com apenas algumas panelas em um fogão de acampamento de duas bocas, o chef preparava pratos simples de massa quente combinados com o molho caseiro de sua esposa Ada. O cenário era improvisado, com refeições muitas vezes feitas sobre capôs de carros e em cadeiras dobráveis.
“A Fórmula 1 sempre foi um mundo de rivalidade e competição”, disse Paolo Barilla, vice-presidente do Grupo Barilla e ex-piloto de F1, em comunicado que anunciou a parceria. Atualmente, 24 corridas de F1 acontecem em diversos países, com pilotos representando bandeiras nacionais distintas.
Mas, assim como a tradição da “Domenica Italiana” (que geralmente inclui jantares de domingo em família), os pratos de massa de Montanini uniam os adversários. “Eles vinham até mim como se estivessem chegando à casa da mãe deles”, diz. “Sentavam-se. Por um tempo, a pista, a rivalidade, a competição, tudo desaparecia.”
Hoje, a Itália lidera o mundo tanto no consumo quanto na produção de massas, e os pratos continuam a unir famílias e amigos italianos em várias partes do planeta. Este alimento também é uma das exportações mais populares do país.
Visitando a Emília-Romanha? Uma chance de provar a massa de Pasticcino
Anos depois de atuar como o primeiro chef da F1 na equipe Ferrari, Luigi Montanini também cozinhou para a equipe Benetton, de Flavio Briatore.
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Tagliatelle al ragu, massa longa e achatada com ovos e molho
Mas o chef acabou retornando às suas origens, abrindo seu próprio restaurante, Da Pasticcino, na pequena cidade de Castelnuovo Rangone, na província de Módena. O restaurante fica a menos de 15 minutos de carro do Museu Ferrari.
Servindo a típica culinária modenesa, o Da Pasticcino ocupa atualmente a posição nº 1 no TripAdvisor entre os 37 restaurantes localizados em Castelnuovo. O extenso cardápio de pratos tradicionais inclui mais de uma dúzia de receitas de massas, como tagliatelle e tortelloni. O cardápio de trufas brancas atrai os paladares de entusiastas da gastronomia.
Além de experimentar a culinária do chef, os visitantes podem ver a coleção de fotos e artigos históricos de Pasticcino nas paredes, documentando seu papel no universo da Fórmula 1.
Barilla vai da F1 à produção no campo
A Barilla, ao longo da sua história, estruturou um modelo de relacionamento com agricultores em diferentes países para garantir fornecimento contínuo de matérias-primas e aplicar critérios de sustentabilidade. O programa tem como base o Barilla Sustainable Agriculture Code, que estabelece regras de cultivo, orientações técnicas e incentivos econômicos. A companhia declara hoje a participação de mais de nove mil fazendas em cadeias de trigo, manjericão, tomate e outros insumos.
Na Itália, onde estão as operações históricas da empresa, o destaque é o protocolo Basil Charter, voltado ao cultivo de manjericão. Os agricultores participantes recebem contratos de médio e longo prazo, com bonificação vinculada à adoção de práticas sustentáveis, como rotação de culturas e irrigação controlada. Desde 2024, o uso de sistemas digitais de apoio à decisão passou a ser obrigatório, ampliando o monitoramento agronômico. Em 2025, foi criada a Accademia del Basilico, que oferece módulos de capacitação em agricultura digital, manejo de solo e prevenção de doenças.
No trigo duro e no trigo comum, que são as matérias-primas centrais para massas, a Barilla atua com ferramentas como o Granoduro.net e o AgroSat, sistemas digitais desenvolvidos em colaboração com institutos de pesquisa para apoiar a gestão de lavouras. Segundo o relatório de sustentabilidade mais recente da companhia, mais de sete mil agricultores fazem parte desse programa, responsável por suprir cerca de 815 mil toneladas de grãos.
As parcerias agrícolas também foram implantadas em outros países. Alemanha e Suécia recebem projetos-piloto de agricultura regenerativa, que incluem rotação ampliada de culturas, cobertura vegetal e menor revolvimento do solo. Na Turquia, a companhia coordena a produção de trigo durum em um modelo que associa assistência técnica e contratos de compra.