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Nova levedura da Unicamp promete revolucionar produção de etanol de milho

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criaram uma levedura geneticamente modificada que promete aumentar significativamente a produção de etanol a partir do milho. Essa inovação permite a conversão de uma maior quantidade de amido em biocombustível, potencializando a eficiência…

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Levedura desenvolvida pela Unicamp pode aumentar produção de etanol de milho

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criaram uma levedura geneticamente modificada que promete aumentar significativamente a produção de etanol a partir do milho. Essa inovação permite a conversão de uma maior quantidade de amido em biocombustível, potencializando a eficiência do processo sem a necessidade de incrementar a matéria-prima utilizada.

Avanços na produção de etanol

A nova linhagem de levedura desenvolvida pelo Laboratório de Genômica e bioEnergia do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, sob a liderança do professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, traz soluções para um entrave na produção de etanol. A tecnologia, que já foi licenciada à Bionfood, uma empresa vinculada à universidade, tem o apoio da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp) e da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp).

Redução de custos e aumento de eficiência

Tradicionalmente, a produção de etanol a partir do milho enfrenta desafios devido à dificuldade de conversão do amido, que é o principal componente do cereal. O processo convencional requer a adição de enzimas como alfa-amilase e glucoamilase, mas essas enzimas não são eficientes nas temperaturas de fermentação, que giram em torno de 30°C. A nova levedura elimina a necessidade de adicionar glucoamilase, além de conseguir quebrar parte do amido que normalmente seria descartado.

Superando limitações com bioinformática

Utilizando bioinformática e análise de dados genômicos, a equipe de pesquisadores identificou uma alfa-amilase capaz de atuar em temperaturas mais baixas. “Foi um desafio encontrar uma enzima que funcione adequadamente a 30 graus, já que a maioria opera a 80 graus”, explica Marcelo Falsarella Carazzolle, um dos cientistas envolvidos no projeto. Essa descoberta foi crucial para o desenvolvimento da nova levedura que, agora, pode aumentar a produção de etanol e reduzir custos operacionais.

Fase de validação em escala industrial

Após os testes em bancada, onde a nova cepa se mostrou superior à convencional, a próxima etapa é validar os resultados em condições industriais. A Bionfood está à frente dessa validação, utilizando amido hidrolisado de processos reais. O objetivo é garantir que os benefícios observados em laboratório, como a redução do amido não aproveitado, se mantenham em larga escala.

Oportunidade no mercado de etanol de milho

A criação dessa levedura surge em um momento estratégico para a produção de etanol de milho no Brasil, que já representa cerca de 30% da produção nacional. O milho oferece vantagens como o armazenamento prolongado, ao contrário da cana-de-açúcar, que deve ser processada rapidamente após a colheita. Além disso, o etanol de milho é menos custoso e mais simples de produzir, o que pode ser um diferencial significativo para a indústria.

Perspectivas futuras

Caso os resultados obtidos em laboratório sejam confirmados nos testes em larga escala, a nova levedura pode revolucionar a produção de etanol, aumentando a eficiência das usinas e aproveitando melhor a matéria-prima. Essa inovação não apenas beneficiaria a indústria, mas também contribuiria para a sustentabilidade energética do país, alinhando-se às demandas por biocombustíveis mais eficientes.

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