Congresso do Agronegócio: Ação Diplomática Urgente Contra Tarifas dos EUA O 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio pede ações imediatas frente às novas tarifas dos EUA e destaca a importância do diálogo diplomático. O 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo, trouxe à tona a preocupação com as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Lideranças do setor enfatizaram a necessidade de uma resposta rápida e efetiva da diplomacia brasileira para mitigar os impactos econômicos dessas medidas.
Críticas à Política Externa Brasileira
Durante o evento, diversos participantes criticaram a condução da política externa do Brasil, que, segundo eles, atrasou negociações que poderiam ter suavizado os efeitos das tarifas. O presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, alertou que o atual cenário internacional exige tanto calma quanto uma visão proativa para garantir a estabilidade no comércio. Ele destacou que o Brasil deve se posicionar como um parceiro estratégico, não apenas para os Estados Unidos, mas também para a China, fortalecendo sua relevância na segurança alimentar e energética global.
Urgência nas Negociações
Caio Carvalho, também presidente da ABAG, ressaltou que a falta de tratativas com os EUA resultou na perda de “janelas de negociação” importantes. “Perder uma oportunidade de diálogo significa enfrentar problemas maiores no futuro”, afirmou. As perdas anteriores, segundo ele, complicam o cenário atual e exigem um movimento mais ágil por parte do governo.
A Diplomacia como Solução
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a importância de uma abordagem diplomática mais ativa. Ele sugeriu que uma conversa direta entre o presidente Lula e Donald Trump poderia ser fundamental para apresentar os argumentos brasileiros e tentar reverter a situação adversa. A necessidade de “ir à mesa de negociação” e buscar um equilíbrio nas relações comerciais com os EUA e a China foi um ponto enfatizado por ele.
Diplomacia Proativa e Setor Privado
O vice-presidente da ABAG, Ingo Plöger, defendeu uma postura de diplomacia mais ágil e proativa, que permita ao Brasil se antecipar às mudanças no cenário internacional. Ele argumentou que o setor privado precisa ser envolvido nas estratégias de negociação para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro diante das pressões externas.
Contribuições para a Segurança Alimentar
Além das discussões sobre tarifas, o congresso também marcou o lançamento de um documento que será apresentado na COP 30. Este material, elaborado em conjunto com diversas entidades, ressalta a contribuição do agronegócio brasileiro para a segurança alimentar global e para a redução das emissões de gases de efeito estufa, destacando a importância de uma abordagem sustentável. Diante das ameaças tarifárias, o setor agrícola brasileiro clama por uma ação diplomática imediata e eficaz que possibilite a manutenção de sua competitividade no mercado internacional e a defesa dos interesses nacionais.







